Challenger – Arthur Carvalho

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Sinopse: Fernanda é uma professora de trinta e poucos anos. Estava passando por problemas financeiros quando recebeu uma proposta um tanto ousada do colégio onde trabalha. Ela não teve como recusar. Nessa proposta, Victor, seu aluno, era o foco.
Passando pela conhecida crise da adolescência, o piloto de downhill de dezoito anos está desencantado da vida. E nem desconfia do que estará para acontecer a partir do momento que os planos do destino forem colocados em prática.


Resenha: Challenger é de uma honestidade crua, sem falsos moralismos, sem herói e sem vilão, narrando o envolvimento de uma mulher mais velha com seu aluno, apoiados por um diretor sem escrúpulos. Uma história de amor, sexo, desencontro e do jogo por poder, que com certeza, vai te conquistar do começo ao fim.
A diagramação da capa, as cores utilizadas, as folhas amareladas dão um toque de requinte e sofisticação ao livro, porém a fonte utilizada acaba por dificultar a leitura.
A obra Challenger já começa com um título instigante, pois, o nome remete ao ônibus espacial americano que explodiu logo após sua decolagem em 1986, matando os sete tripulantes. A tradução do título significa desafiador e é isso que Arthur almeja que os leitores encontrem no decorrer da leitura.
O autor afirma que o romance erótico foi voltado para o público masculino e que retrata a visão masculina sobre a descoberta do sexo e do amor, e assim inicia Challenger e os desafios enfrentados pela professora Fernanda e seu aluno Victor. A professora Fernanda no auge dos seus trinta e poucos anos, casada, mãe, marido desempregado e com problemas financeiros recebe uma proposta tentadora da Escola em que trabalha, não tendo como recusar e seu alvo é Victor, recém-completos 18 anos e com a pressão de ser pré-vestibulando.
Conforme, a professora aceitou participar do “Programa” o jogo de sedução é iniciado na sala de aula. Fernanda anda e senta de maneira sensual e fala com Victor jogando um charme envolvente e sedutor. Victor por sua vez tem ereções dentro da sala de aula e não consegue esconder do colega ao lado.
“Isso deve ser algum joguinho. Algo que as mulheres mais experientes devem fazer porque sabem demais sobre nós, porque enxergam nossa “babação” por elas e ficam se fazendo de ingênuas, fazendo tipo “só estou passando matéria no quadro, se você está pensando em sexo, o pervertido é você”. Coitadinha. Ainda sim, safada e gostosa. No final das contas, ela é mesmo uma vítima dos meus pensamentos. O pervertido sou eu.”
O estudante começa a ter fantasias com a professora e tem um plano para ficar a sós com ela. Será que esse plano fazia parte do referido acordo ou o destino deu uma ajudinha?
Ao iniciar a leitura, confesso que fiquei impactada com os termos empregados e com a relação afetiva professor x aluno, mas não podemos ser hipócritas e achar que era um absurdo esse tipo de envolvimento, pois, ocorre na vida real e com frequência.
O autor com essa obra erótica, narrada sob o ponto de vista masculino, conseguiu mesmo diante da linguagem chula e vulgar, encontrar um ponto de equilíbrio e trazer uma docilidade nas palavras, envolvendo o leitor.
A obra tem muitos personagens, que não serão colocados aqui para não haver nenhum tipo de spoiler. O “Programa” é algo terrível e nojento, que envolve muitas questões, como: ética, jogo do poder, dinheiro, privacidade, sexo, interesse, e outros. Você está preparado, para descobrir o que está por trás, dessa trama toda?
Arthur Carvalho, com essa obra consegue quebrar paradigmas e romper as barreiras do preconceito em relação à literatura erótica e termina o livro de uma forma singular e deixa o leitor com o gosto de quero mais!

Resenha de Fernanda Avellar, resenhista do Arca Literária

Um comentário

  1. Fantástico! Só tenho a agradecer a forma singular que trataram o livro. Muito obrigado por tudo e sucesso à equipe da Arca Literária. Abraços 😉

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