Aretha VGuedes

0
902
  1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é Aretha V. Guedes, sou bióloga e estudante de odontologia. Sempre amei livros, séries, filmes, músicas e jogos. Sou casada há quase nove anos com um homem maravilhoso e tenho um filho lindo com ele. Juntos, compartilhamos mais do que apenas hobbies e sonhos. A escrita, por exemplo, foi um sonho que só recentemente tornou-se real. Publiquei meu primeiro livro no wattpad e conquistei mais de 25 mil seguidores. Hoje sou destaque da categoria romance da plataforma. A série Jack Rock conta, atualmente, com a trilogia Elle e mais um box de contos, todos já disponíveis em ebook na amazon. O livro Elle – música, amor e amizade, primeiro da série, está disponível também no formato físico e pode ser comprado em www.arethavguedes.com.br ou diretamente com a autora, a partir de R$ 25,00 com a promoção de frete grátis.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou bióloga e graduanda em odontologia, além de mãe e esposa. Meu dia sempre foi corrido, mas nunca deixei de ler. É essencial para mim. Eu sempre amei a literatura desde pequena e me inspiro muito na música, tanto que escrevi uma série de romance com roqueiros.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Quando somos leitores, embarcamos em outro mundo. Vivenciamos experiências que seriam impossíveis para nós. Rimos e choramos com aquele universo como se ele fosse real. Já quando somos autores, nós somos parte ativa do processo criativo. Damos vida e sentimento às vozes que habitam nossas mentes. Às vezes é cansativo e até estressante, mas é recompensador. Imagine a sensação de ler um livro todo e multiplique por mil, ainda não chega perto do sentimento que temos ao finalizarmos um obra.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Eu tinha, mas meu computador de mesa quebrou e agora preciso me virar com o notebook. Sinto falta dele e de todo material de divulgação que estava contido nele.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo romance, mas amo fantasia também. Eu tenho dois contos no wattpad que são de fantasia e pretendo transformá-los em livros completos. Reich é um romance sobrenatural e Limbo mostra uma nova visão do que aconteceria após um evento apocalíptico.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

A série Jack Rock é formada pela trilogia Elle e dois spin-off: o box de contos e o livro Chris. O primeiro livro da trilogia é destaque na categoria romance do wattpad, e sua versão física está  à venda no meu site www.arethavguedes.com.br e também na livraria leitura de João Pessoa – PB. A versão digital da trilogia completa e do box de contos já estão disponíveis na amazon. Título e sinopse são o terror de todo autor. Bem, pelo menos dos que eu conheço. O título do meu precisava que ser Elle. Eu coloquei isso na cabeça e não tinha quem me fizesse mudar de ideia. Acreditem, meu marido tentou. Já o subtítulo do primeiro resumo bem os três pontos chave da série: música, amor e amizade. Os subtítulos dos outros livros da trilogia foram escolhidos através de uma brincadeira que fiz com os leitores na época que escrevi o livro pelo wattpad. Uma curiosidade sobre a série é que o nome dos personagens não revelam a nacionalidade. Ela pode se passar no Brasil ou no exterior: Helena (Elle), Chris, John (há um motivo para o nome dele e eu já estudei com uma pessoa com este nome), Cassandra (Kim), Alysson, Gabriel, Natasha, Nicole, Wanessa, Michele, Isabel… Eles não tem sobrenome e muito menos é revelado a cidade em que se encontram. Eu gosto de pensar que vivem em um país imaginário.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Eu sempre fui fã da música, então já gostava de conhecer bastidores e ver documentários e entrevistas sobre as bandas que eu gostava. Mesmo assim eu tive que pesquisar sobre detalhes do funcionamento de uma banda. A parte do funcionamento de um hospital e do judô, eu não tive que procurar muito. Meu marido é psicólogo hospitalar e judoca, ele tirou as dúvidas que eu tinha. Tive também que pesquisar alguns tipos de armas e outras coisas que não posso revelar sem ser spoiler.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu já li tanto em minha vida! De clássicos ao contemporâneo. Livros de romance, fantasia, policial, terror… Acho que todos me ensinaram um pouquinho.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Publicar é sempre uma dificuldade, principalmente para um autor iniciante que não tenha muito dinheiro sobrando. O autor que não tiver dificuldade em publicar sua primeira obra ou é muito sortudo ou não pesquisou direito e assinou com a primeira editora que ofereceu contrato. Depois de muito pesquisar, eu resolvi tentar a sorte com a publicação independente. Gosto de ter o controle da minha obra.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Ao mesmo tempo que é promissor, sinto uma pontada de desespero. São tantos autores surgindo com a facilidade da auto-publicação na amazon e no wattpad que os limites do bom senso às vezes se perdem. Fico preocupada com dois aspectos: a quantidade de jovens abaixo dos dezesseis anos lendo e/ou escrevendo hots pesados com relações abusivas; E com a quantidade de gráfica disfarçada de editora surgindo e vendendo o sonho do livro físico. Sonho este que pode virar um pesadelo.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Nossa! Fiquei surpresa com esta pergunta, foi exatamente o que respondi na anterior. A literatura erótica existe há muitos anos, mas o 50 tons de cinza trouxe uma evidência para o hot que não existia antes. O que eu percebo é que na tentativa de ser diferente e dar um passo além do Christian Grey, estou fazendo homens cada vez mais dominadores e mulheres que perdoam e aceitam tudo. Nem todos são influenciáveis, mas me preocupo em como as jovens que não tem um censo crítico formado para perceber que por mais que esteja romantizado, alguns não passam de relacionamentos abusivos.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

A maioria das publicações são custeadas pelo próprio autor. O sistema de coparticipação é injusto com o autor e as editoras pequenas também não possuem capital para publicarem sem auxílio. No final, quem paga pelo sistema não é só leitor, mas também o autor que pouco lucra. Eu só fiz o livro físico porque consegui um bom negócio. Estou vendendo a partir de R$ 25,00 com a promoção de frete grátis.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Talvez um dia da Colleen Hoover. Amaria ter a capacidade – e conhecer um compositor maravilhoso – para criar um livro com músicos cheio de músicas originais e com um álbum exclusivo do livro.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Eu tenho uma trilha sonora, a série Jack Rock conta com mais de cem músicas em sua playlist. Se fosse para eu escolher uma banda específica, eu diria 30 seconds to Mars. Principalmente Closer to the edge, The kill, up in the air, hurricane, Alibi, beautiful lie. Tem outras músicas marcantes na trilogia Elle: Demons e Radioactive do Imagine dragons, More than words do Extreme e Yellow do Coldplay… Ops, era para escolher só uma música? É impossível para mim.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O “livro da minha vida” depende muito do momento que estou vivendo. Muitos me marcaram para determinadas épocas e tenho certeza que muitos outros marcarão.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho os dois contos de fantasia que pretendo transformar em livros e mais alguns que são apenas esboços em minha mente. Nada muito concreto para já comentar.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Eu acho que é muito difícil ser blogueiro hoje em dia. Principalmente se seu foco for o autor nacional. Porque uma crítica negativa é sempre mal vista entre os seguidores e o próprio autor. Quando a crítica é positiva demais, os invejosos podem dizer que é por causa da parceria ou por troca de brindes. Eu desisti de fazer resenhas de autores nacionais por conta disso e porque não quero magoar ou desestimular o autor. Tem muito livro nacional maravilhoso, mas todos – incluindo o meu – precisam de melhorias. Eu adoro o livro Talvez um dia da Colleen Hoover, mas poderia apontar diversos pontos negativos que não gostei do livro. Tanto na história em si, como na tradução e diagramação do mesmo. Não me sinto à vontade de fazer isso com um autor nacional e creio que os blogueiros devem sentir algo parecido, mas o que vale é a divulgação, não é? Toda crítica – seja ela positiva ou negativa – gera frutos. “Falem mal, falem bem, mas falem de mim.”

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Um agente literário ou editor de uma grande editora. Admiro todos, só esperando algum deles me admirarem de volta.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Receber uma opinião sincera do seu livro de alguém que vivenciou a história. É algo que o wattpad possui e sinto falta na amazona e provavelmente sentirei com o livro físico: o feedback instantâneo do leitor. O segundo livro da trilogia Elle é o meu favorito e ele dividiu meus leitores em dois lados. Teve um determinado momento, já próximo ao fim do livro, que eu fiz pipoca e fiquei comendo enquanto lia os comentários chegarem com as discussões entre as leitoras. Foi divertido. Teve uma leitora afirmou ter “chorado de ódio” em um determinado trecho do livro. Eu achei fantástico, tive certeza que alcançara meu objetivo. Afinal, o ódio é uma emoção tão forte, primordial. Causar isto em uma leitora é uma sensação de dever cumprido.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Aos leitores eu gostaria de pedir que leiam e se arrisquem em novos temas. Tenham uma visão crítica para diferenciar o que é realidade da ficção. E sejam ativos com os autores nacionais. Vocês não sabem como é trabalhoso escrever. A gente precisa doar muito do nosso tempo, criando e revisando nossas histórias para entregar um livro pronto. São horas a menos com nossos filhos, maridos, esposas, amigos, estudos e trabalho… Se você gosta de um autor, o divulgue, compartilhe com os amigos, deixe-o saber que é apreciado. Muitas vezes a gente pensa em desistir e sempre aparece um leitor com as palavras que precisávamos ouvir para continuarmos tentando. Aos autores que são iniciantes como eu também sou, tenham cuidado. Leiam o contrato, pesquisem sobre editora, verifiquem o que o pacote de publicação inclui e registrem suas obras. Não entreguem seu trabalho facilmente.

 Para todos aqueles que já leram ou pretendem ler Elle – música, amor e amizade, sejam bem vindos à Jack Rock.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here