Apenas Amigos – Christina Lauren

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Olá queridos e queridas.

Hoje trago a resenha do livro de uma autora que eu já conhecia desde os tempos em que trabalhava na Saraiva, Christina Lauren. Costumava comentar sobre o estilo das capas e dos nomes de alguns títulos (os da série Irresistível), mas até então nunca havia lido nada. Aproveitei o início do recesso acadêmico para nutrir a mente com algo mais leve, e o resultado foi proveitoso.

Apenas Amigos é uma publicação de 2018 da Editora Universo dos Livros, contendo 366 páginas. Apesar da personagem central não ser uma mulher independente, a história pode encaixar-se sim no estilo chick lit, os chamados “romances de mulherzinha”, histórias com boas doses de humor e dilemas amorosos. A narrativa se desenvolve em primeira pessoa, feita pela protagonista.

Em vez de pegar táxi até em casa, estou fazendo o motorista me levar de Park Slope até uma estação de metrô, a dois blocos de distância do meu prédio. Não é que eu seja paranoica com segurança… É que hoje é segunda-feira, são quase 23h30min, e Jack vai estar lá” (p. 6).

Holland Bakker vive na movimentada Nova Iorque. Ela possui mestrado em Escrita Criativa, mas anda sem sorte no âmbito profissional. Ela trabalha na produção de uma importante peça de teatro produzida pelo seu tio. A garota possui um crush, a quem ela chama de Jack, pois não sabe o nome verdadeiro do rapaz. Ele é músico. Numa determinada noite, Holland é atacada por um homem bêbado, e ao ser empurrada na linha do metrô, consegue ser salva pelo rapaz.

O nome dele é Calvin McLouglin. Ela só descobre o nome real depois que decide falar com o rapaz (depois de muito tempo hein, rsrsrsrs), elogiando a qualidade de sua música (e o cara é muito talentoso mesmo). Além da estação de metrô, ele toca em algumas outras bandas.

Os dois têm estilos distintos. Ela é muitas vezes insegura, vive em função dos outros, em agradar aos outros, e termina por deixar-se em segundo plano. Em alguns momentos é bem atrapalhada. Calvin é um sujeito que sabe o que quer da vida, e batalha por isso. É o tipo que sabe entrar e sair dos lugares sem aperto.

Surge um problema no teatro. O violinista da peça decide ir embora, e o tio da Holland está em apuros. Disposta a ajuda-lo, a moça o leva para ver uma das apresentações do Calvin, e fica surpresa quando o músico ao ser apresentado diz saber quem é o acompanhante e que inclusive já tinha visto a peça. Calvin é convidado a ir ao teatro, mostrar o seu trabalho, e acaba caindo no gosto dos presentes. Eles decidem convidar o rapaz para integrar-se à equipe da peça, porém o músico faz uma revelação que não torna isso possível: ele encontra-se no país de forma ilegal porque o seu visto está vencido há quatro anos.

Diante de mais uma dificuldade que pode prejudicar seriamente o andamento da peça, alguém apresenta uma solução viável: Holland poderia casar-se com Calvin, e dessa maneira ele teria um green card e ficaria sem impedimento legal para permanecer no país. Como a produção teatral tem tempo estipulado para acabar eles se separariam depois.

Há outra coisa dentro de mim, encorajando-me a ir adiante. Por que será que tenho vontade de saltar de cabeça nisto sem sequer olhar?” (p. 71).

A proposta é automaticamente descartada, pois o tio da garota não concorda, mas Holland fica em dúvida. Ela deve muitos favores, ele sempre estendeu a mão para ajudá-la, e já chegou o momento dela fazer algum tipo de sacrifício para retribuir. Sem ninguém mais saber, a moça explica toda a situação para o músico, e diante das condições apresentadas, ele aceita a proposta.

O casamento de mentirinha mexe com as emoções de Holland. Calvin vai morar no apartamento dela, e só em saber que o objeto de seus desejos encontra-se na sala ao lado, ela não sabe até quando vai conseguir fingir a sua vontade.

O enredo em si é bem clichê, e a gente à medida que vai lendo fica imaginando o que pode ocorrer lá na frente sem dificuldade. O que torna o livro legal são os momentos de humor, principalmente nas horas em que o casal está conversando e eles tentam disfarçar a atração mútua.

É uma leitura agradável, divertida, indicada para quem precisa de um livro com o intuito de relaxar. Não é uma romance apenas para o público feminino; acredito que homens também possam agradar-se de Apenas Amigos.

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