Anderson Assis

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1. Fale-nos um pouco de você.

Res.: Sou um amante da sétima arte.  Leitor compulsivo. Mas também gosto de fazer trilhas, curtir a natureza e aproveitar os momentos bons e de distração que os amigos podem me proporcionar. Afinal, o importante são os momentos presente, todo o resto são memórias.

 2. O que vc fazia/faz além de escrever? de onde veio a inspiração para a escrita?

Res.: Além de escritor, sou produtor de eventos e designer gráfico. Atuo no mercado geek como produtor do evento Anime Point, que inclusive, em 2014 teve sua edição de aniversário, comemorando os 10 anos do evento. Escrever é uma paixão recente, mas surgiu de uma época em que eu desenhava mangá na juventude. Porém, foi após um pequeno período de depressão aos 29 anos, que decidi escrever. Precisava terminar algo em minha vida e, para tal, resgatei em minhas memórias um mangá que havia escrito aos 14 anos, transformando-o em livro. Depois disso, não teve mais volta e aqui estou.

3. Qual a melhor coisa em escrever?

Res.: Poder usar a imaginação.

 4. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Res.: Pô, achei legal o lance de enviar a foto, pena que no momento eu não tenha um canto especial para escrever. Mas no futuro enviarei uma foto e pedirei que vocês mostrem aos leitores o lugar que eu chamar de especial para isso.

 5. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

Res.: Então, minha praia é aventura. Histórias cheias de monstros e heróis mesmo, com direito e muita ação e pouco drama hehe. Mas sempre escrevo notas sobre o cotidiano e faço isso normalmente enquanto aprecio algum momento comum da minha vida. E sim, penso em explorar outros gêneros. Mas só o farei após terminar de escrever a trilogia Pré-Mortais, que pra mim, é mais que um projeto, é um sonho que ganha forma e matéria através das palavras.

 6. Fale-nos um pouco sobre a série “pré-mortais”

Res.: Trata-se de uma aventura em solo Brasileiro e tem como principal cenário a cidade do Rio de Janeiro. Porém, não se enganem leitores, em Pré-Mortais vocês não irão encontrar policia e bandido, mas sim, muita ação e magia. Pois Hander, um jovem como outro qualquer, descobre que não é humano logo após quase ser morto por uma feiticeira em sua escola. Ele descobrirá que precisa proteger a Terra e o mundo Pré-Mortal, de onde veio. Porém, muita coisa lhe é escondida pelos seus e a desconfiança o faz agir por conta própria, colocando ele em um caminho perigoso ao longo de sua jornada. E enquanto vai desbravando esse mundo novo, ele descobre que há uma profecia que o envolve e com isso o destino da existência. Mas nem tudo é como os olhos enxergam e muita coisa está em jogo. Inclusive o amor que ele tanto sente por sua amada Angel.

 7. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

Res.: Esta aí uma pergunta que nem eu sei ao certo a resposta. Apenas penso no personagem e o nome dele surge, como se não pudesse ser outro (parece coisa de louco, né? – talvez seja mesmo hehe). Mas acho que isso acontecerá apenas com Pré-Mortais. Em outras obras, provavelmente terei personagens com nomes inspirados em pessoas comuns e também em deuses. Acho legal.

 8. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Res.: Novamente, Pré-Mortais é um caso especial. Não foi preciso muita pesquisa para esse universo, pois ele já parecia existir dentro de mim, até mesmo por causa da minha experiência com jogos de RPG e universos fantásticos. Mas um exemplo de pesquisa que foi de fato necessário, é o caso da Fonte Wallace, que aparece no livro 2 e que possui extrema relevância para o bairro de Santa Cruz, no qual ela realmente existe, apesar de no livro, ela ser um portal mágico. Mas eu pesquisei sobre a história dela no bairro para aproveitar e levar até o leitor um pouco desse conhecimento.

 9. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Res.: Bom, me inspirar diretamente não. Mas diria que tenho muita influência das minhas leituras de Percy Jackson e Instrumentos Mortais, pois são duas obras que gosto muito e o jeito dos escritores (principalmente o Rick Riordan) contarem a história me envolve. Espero um dia chegar ao nível dele ou pelo menos bem perto hehe.

 10. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Res.: Bom, eu comecei como autor independente, literalmente sem editora. E não vi grande dificuldade para publicar o livro. Talvez isso tenha haver com o fato de eu ser designer gráfico. Fui responsável pela diagramação e editoração das minhas obras e, inclusive, da impressão. Mas percebi que é muito mais difícil vendê-lo, quando você não participa de uma feira como a Bienal, que foi onde lancei meu primeiro livro e tive a tiragem toda esgotada na ocasião. Por isso, uma dica que deixo para os novos autores (principalmente os independentes): façam um esforço e tentem participar de uma bienal, vale muito apena a experiência. Pois é nela que os leitores estão buscando as novidades e os desconhecidos.

 11. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Res.: Ótimo. O brasileiro está mais receptivo aos seus autores. E as editoras também estão começando a prestar atenção a isso. Apesar de ainda serem muito resistentes em suas publicações.

 12. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Res.: Apesar de preocupante, não acho ruim. Mas creio que seria bom, esses aspirantes a autores, buscarem criticas construtivas, principalmente de desconhecidos para saberem o grau de qualidade do que estão produzindo. No mais, acho complicado opinar, afinal, eu sou o primeiro a defender que todos devem buscar seus sonhos. Porém, alerto: não escrevam um tema por que ele é popular entre os leitores, apenas para ficar em evidência; escreva o que você realmente gosta de escrever.

 13. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Res.: Ruim, como qualquer consumidor que não concorda com determinado preço elevado. Tenho certeza que se os livros tivessem preços mais acessíveis – não precisa chegar a ser preço popular – os leitores iriam consumir mais os artistas nacionais.

 14. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Res.: O livro “Legado Folclórico” escrito por Felipe Castilho. Acho muito bacana a forma como ele tornou interessante o nosso folclore, inserindo lendas como a cuca e o saci nos dias atuais. Apesar de que, não sou fã do nosso folclore e por isso não escreveria sobre isso. Mas admito aqui – assim como falei para o próprio autor – ele conseguiu me cativar com a história e torná-la interessante para alguém como eu que não gosta do folclore.

 15. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Res.: Gente, essa é difícil hehe, principalmente por que eu escrevi uma musica para o Hander e Angel, o casal da trilogia. Mas como sou fã de j-music (é assim que nós, fãs de anime falamos de música japonesa) acho que usaria alguma musica da banda One Ok Rock, da qual sou muito fã. Segue abaixo.

Musica: Juvenile | Cantor/banda: One Ok Rock

16. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Res.: Olha, essa pergunta é muito difícil. Mas apesar de ser fã do Rick Riordan e de Percy Jackson ter grande importância para mim, eu acho que o livro “A Cabana” do escritor William P. Young seria esse livro.

 17. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Res.:  Sim. Tenho dois novos projetos em mente para assim que terminar a trilogia Pré-Mortais. Um deles será ainda sobre o universo de Pré-Mortais, mas se passará alguns anos depois e terá ligação direta com o final da trilogia. Além disso, tenho em mente escrever um livro que não é de aventura, algo que fale do cotidiano e que aborde assuntos polêmicos. Se bobear, acredito que o livro acabará até se enquadrando em literatura adulta. No momento é o que posso dizer sobre os futuros projetos.

 18. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?

Res.: Não sei se tenho uma opinião formada sobre o trabalho dos blogueiros. Mas vejo que muitos se empenham em divulgar os livros a que se propõe. Pretendo ficar com o olhar um pouco mais atento para esse ponto neste ano de 2015.

 19. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Res.: Sei que isso é maior viajem, sei lá; mas eu escolheria o Rick Riordan.

20. Qual a maior alegria para um escritor?

Res.: Ser lido.

 21. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Res.: Nunca desista

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