Ana Rapha Nunes

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou Ana Rapha Nunes, nascida no Rio de Janeiro, mas criada em Curitiba-PR. Cursei a faculdade de Letras, afinal, sou apaixonada por palavras.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou professora de Língua Portuguesa, leciono para o Ensino Fundamental II e para a Graduação. Sempre gostei de escrever desde pequena, mas, depois que me formei, ficava postergando dedicar-me à escrita. Em 2014 decidi que era o momento de dedicar-me mais a este sonho. Daí comecei a anotar as ideias e a produzir, assim, nasceu “A Lua que eu te dei”, meu primeiro livro editado.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

È poder sonhar, (re)inventar a vida. Isso é maravilhoso. O escritor ensina e aprende ao mesmo tempo, dá voz aos medos, aos sonhos, aos desejos. Você vive várias vidas ao mesmo tempo.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Escrevo na sala, no meu computador. Ali vejo o mundo pela janela e entro no meu mundo, o das palavras.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu escrevo infanto-juvenil, mas também faço crônicas e contos. Às vezes, me aventuro a escrever algo diferente, mas por enquanto fico só no rascunho, me sinto à vontade nos três gêneros citados.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

O título, geralmente, vem junto com a história. Tenho uma ideia e o título já vem junto. Anoto todas as ideias que vou tendo, tenho uma lista enorme com ideias de histórias futuras. Infelizmente, não há tempo para escrever tudo o que eu gostaria, fica ali esperando um momento oportuno. Os nomes dos personagens vão surgindo também. Às vezes, pesquiso alguns nomes, quando quero passar uma ideia implícita com aquele nome.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

A pesquisa é o tempo todo, desde buscar a palavra certa para uma frase desde se ambientar nos cenários escolhidos, nos fatos históricos. É preciso pesquisar constantemente.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Há vários autores que amo, mas não me inspiro em um diretamente. Acho que todo autor é resultado daquilo tudo que ele lê, é uma grande mistura, sofremos influências o tempo todo e não apenas da Literatura, mas do Cinema, da Música, etc.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

O meu primeiro livro ainda não foi publicado, chama-se “Entre laços”. Ele já foi aceito por uma editora, mas a publicação foi postergada. Assim, o meu segundo livro, “A Lua que eu te dei”, acabou saindo antes do primeiro.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Maravilhoso. É uma nuvem de esperança que cobre a literatura nacional. Tão bom ver jovens leitores empolgados em ler nacionais. Tantos eventos literários acontecendo pelo país afora. Isso é extraordinário, não apenas para nós autores, mas para a sociedade que está se tornando leitora.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Isso é fundamental para que a nossa Literatura cresça. Sempre vai haver coisas muito boas e outras nem tanto, faz parte do mercado literário. A tendência, com o passar do tempo, é que aquilo que é bom dá frutos a longo prazo, já o que não é bom, pode até virar moda, mas depois desaparece com o tempo, não cria raízes.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É algo a se repensar, pois isso acaba desestimulando o hábito da leitura. Vejo alguns países buscando estratégias para diminuir o preço do livro, acredito que o Brasil também possa buscá-las.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Nossa, tem tantos (risos)! Acho que todo livro que você lê e gosta, você pensa que adoraria tê-lo escrito. Poderia ter escrito “Meu pé de laranja-lima”, obra singela e poética, ou “A garota das laranjas”, maravilhoso, ou ainda “O menino do pijama listrado”, sem comentários. São muitos…

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor).

 Olha eu fiz uma trilha sonora, que está disponível no meu Facebook, para o meu livro “A Lua que eu te dei”, dentre várias músicas, há “Aonde quer que eu vá”, dos Paralamas:  “Os dias foram passando e Bebel estava cada vez mais distante de Luan…” (p. 63)

 

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Vários, um deles é “Grande sertão veredas”.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Ixi, tenho muitos, já comecei novos livros. No momento, estou focada em um livro infantil, chamado “O caçador das palavras” e com outro projeto juvenil em andamento, o qual foi começado lá em 2011, chama-se “Apenas mais uma”. Mas há muito mais, tenho o hábito de escrever várias histórias ao mesmo tempo, impossível descrever todas aqui.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, costumo ver vários blogs literários e acho que tem muita coisa legal. Há blogs bem sérios, que buscam a qualidade e a divulgação da leitura, isso é muito bom para a literatura nacional, é uma forma, inclusive,  de envolver os mais jovens, sempre conectados com o mundo virtual.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Nossa, tanta gente também! Gostaria que Ana Maria Machado lesse minhas obras, afinal, muitas delas são voltadas ao público infanto-juvenil.  Fico feliz que o grande Luiz Antônio Aguiar tenha sido um leitor de “A Lua que eu te dei”, a qual tem o prefácio escrito por ele. Foi uma conquista e tanto!

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser lido. Saber que as pessoas estão lendo a sua obra, comentando-a, isso é ótimo!

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Ler muito e persistir sempre. Ainda há muitas dificuldades no âmbito literário, mas se for seu sonho, vale a pena!

 

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