Ana Monteiro

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1. Fale-nos um pouco de você.
Sou carioca, moro no RJ, sou formada em Enfermagem pela UFRJ e trabalho na Prefeitura e no Estado do Rio de Janeiro. Também sou formada em Turismo, porém, não exerço, utilizando os conhecimentos que adquiri apenas para montar os roteiros das minhas próprias viagens. Aliás, eu adoro viajar! Também amo cinema e literatura… Ah, e música… Como eu adoro música!

2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
Sou enfermeira e trabalho ainda como enfermeira. A inspiração para escrever veio da adolescência. A personagem principal de O Diário de Samantha surgiu na época em que eu jogava o RPG Vampiro, A Máscara, mas antes mesmo da minha paixão por vampiros surgir, minha paixão pela música já existia e aos 15 anos eu escrevi uma história fictícia (que muito tempo depois descobri ser uma fan fic) sobre minha banda favorita, o Guns N’ Roses. Não concluí, mas, quem sabe um dia?

3. Qual a melhor coisa em escrever?
A melhor coisa em escrever é poder dar asas à imaginação e ser capaz de criar seu próprio mundo.

4. Você tem um cantinho especial para escrever?
Eu escrevo em qualquer lugar. Às vezes, escrevo até um rascunho e, depois, passo pro computador. Esse, é claro, tem lá o seu cantinho, mas eu não. Já escrevi até no bloco de notas do celular (apesar de preferir caneta e papel).

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
Atualmente, romance e literatura fantástica, mas já me aventurei por poesia, apesar de que ainda não publiquei nada do tipo.

6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
O Diário de Samantha conta a história de uma vocalista de uma banda de rock, que se mata no primeiro capítulo, para proteger seu amor humano. O título é simplesmente porque boa parte do livro é o diário que ela escreve, contando toda a sua vida. Os nomes dos personagens, geralmente, eu faço uma pesquisa de sua origem, para ter uma certa correspondência entre a origem do nome e a nacionalidade do personagem. Ou, então, é somente porque eu acho que aquele nome é a cara dele.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
Como o livro é ficção, então, a criação é mais livre, mas eu gosto de mostrar o mundo dos meus vampiros o mais próximo da realidade possível, então, eu pesquiso de tudo, desde mapas das regiões que aparecem na história, até o tipo de profissão, de trabalho que eles exercem, ao gosto musical, roupas, filmes, etc.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
Gosto muito da maioria dos autores de livros de vampiros e de alguns outros também, mas os que mais me inspiraram e ainda me inspiram são André Vianco, Nazarthe Fonseca, Stephenie Meyer, J. K. Rowling, Bram Stocker, Dan Brown, J. R. Ward, Christian Jacq, Rick Riordan e Monteiro Lobato.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
Não, porque publiquei na Novo Século,, comprando uma parte da tiragem, então, não foi difícil.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
Acho que os autores nacionais estão tendo muito mais espaço hoje em dia e isso é muito bom.

11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
acho que tem espaço pra todo mundo. Se o livro for bom, todo mundo vai gostar e ele vai vender. Se não for, não adianta que não vende tanto. A única coisa que acho que pega um pouco é que muitas editoras pecam na divulgação. Tem muito livro bom que é pouco divulgado e isso dificulta o acesso das pessoas ao livro.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
Acho que são altos para a população em geral, até porque o brasileiro não vê a literatura como prioridade. E, muitas vezes, a literatura é vista pelas editoras e livrarias como um comércio mesmo. Poderiam ser mais baratos, porque, se depois de um tempo, eles conseguem botar o livro em promoção pela metade do preço ou até menos, então, é porque os preços poderiam ser mais baixos desde o início.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
Harry Potter ou O Código Da Vinci.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)
Ah, o meu livro tem uma trilha sonora já: Concrete Blonde – Bloodletting; Concrete Blonde – Heal it up; Siouxsie and the Banshees – Cities in dust; Sisters of Mercy – More; Type O Negative – Black no. 1; The Mission – Butterfly on a wheel; Radiohead – Creep; Alice in Chains – Would?; Depeche Mode – Strange love; The Cult – Rain; Ramones – Pet Sematary; Ramones – I wanna be sedated; Ramones – Do you wanna dance?; Soul Asylum – Runaway train; Kiss – Creatures of the night; Iron Maiden – Children of the damned; The Doors – When the music’s over; Dire Straits – Why Worry; Pink Floyd – Wish You Were Here; Marillion – Afraid of Sunlight; Bach – Ária na corda Sol, adaptação para violino e piano do segundo movimento da Suite nº 3 para orquestra; Chopin – Nocturne Op. 9 n° 2; Cinderella – Shelter Me; REM – Everybody Hurts; além das próprias letras que eu compus e que estão no livro.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
Não que eu me lembre.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
Sim. Estou escrevendo a continuação de O Diário de Samantha. E tenho um livro de poemas pronto que faz parte de um outro projeto, então, ainda não posso falar muito, mas não é pra agora.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
Sempre que vejo, gosto de ler, sim. Acho que consigo lidar bem com as críticas. Pelo menos, nunca li nada que fosse ofensivo. As críticas que recebi até o momento, todas foram muito válidas.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
André Vianco e Nazarethe Fonseca. Gostaria muito que eles lessem meu livro.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
Ter as suas histórias lidas pelo maior número de pessoas possível e poder ouvir delas a sua opinião, a sua paixão por alguns personagens, a sua revolta com outros, enfim, os seus sentimentos a respeito de uma história que você criou.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
Nunca desistam de seus sonhos, sejam eles quais forem. Persistam sempre, não importa quantas vezes caiam, pois as quedas servem apenas para nos fortalecer ainda mais.

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