Amor Infinito – J.M. Alvarez

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Sinopse: No ano de 2327 Yara e seu namorado Felipe descobrem que a joia que ela tem como herança de família na verdade é um pen drive, nele havia um diário que conta uma misteriosa história de amor.
O diário conta a história de Germano, um jornalista do Rio de Janeiro, que ao realizar um trabalho em Nova Iorque conhece Elisabeth, por quem se apaixona perdidamente e acredita ser mulher de sua vida. Entretanto uma forte ligação, muito além de sua compreensão, o aproximou de forma surpreendente de Bárbara, uma grande amiga. Um homem dividido entre dois amores e um segredo escondido pelo tempo.
Voltando ao passado, Germano encontra a resposta para desvendar o mistério que influência sua vida, de Elizabeth e Bárbara tantos anos depois, revelando assim o segredo que os conduz àquele Amor Infinito.


Resenha: A obra tem um prefácio muito bem escrito por Deh Ratton e que remete ao mesmo pensamento que por alguns momentos tive sobre homens não conseguirem descrever o amor na real pureza das palavras, porém, me rendi a maneira que Alvarez brinca com o texto e todo o meu possível “preconceito literário” caiu por terra.

O livro possui uma capa que foge dos padrões da grande maioria por ter uma linda mulata em trajes casuais e foi bem interessante do que ver mulheres sedutoras ou em pose ousadas e instigantes. A diagramação é de boa qualidade e as folhas amareladas facilitam a leitura.

A obra se inicia com uma cena inusitada do casal Felipe e Yara fazendo amor dentro da nave espacial deixando a gravidade dar rumo a novas posições e sensações. Quem nunca sonhou fazer amor nas estrelas?
Após se amarem Felipe e Yara descobrem que a joia que ela tem no pescoço e transmitida de geração em geração, como uma herança de família, vai além disso, é um pen drive que retrata uma misteriosa e linda história de amor. O amor que sobreviveu ao tempo, encontros, desencontros e obstáculos.

Quando resolvem acessar o pen drive ele recria um holograma do Germano e começa a contar sua história, calmamente. Germano com 35 anos, jornalista de um jornal digital chamado Terra News e ano era o de 2060. Ele narra duas mulheres em sua vida, Elisabeth e Bárbara, e, cada uma mexe com ele de uma forma diferente. Segredos e mistérios se misturam com tons “picantes” e muito amor. A música de Marisa Monte é citada em uma das cenas e trás um clima todo especial para o momento.

“Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manha
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil…” (p.155)

J.M. Alvarez, conseguiu com clareza explicar temas como, almas gêmeas e reencarnação, sem pregar religião como base. Também, explicando as diferentes formas de amor, a viagem temporal e o verdadeiro significado do amor infinito. Sem falar na personagem Isaura que é uma “figura” e teve papel importante para a compreensão da relação entre Germano, Elisabeth e Bárbara.

Por fim, indico o romance para todos os que gostam de viagens temporais, almas gêmeas, tecnologia, emoções, sorrir (com a personagem Isaura), chorar em algumas passagens, aprender com as lições de vida, e, sentir e viver o amor. Alvarez, quebra paradigmas de que ser um escritor (homem) não é possível compreender a essência do amor e os elos de todas as ligações, seja no passado ou no futuro. O final é espetacular e um pen drive vermelho em forma de coração nunca mais será apenas um item de armazenar dados. E sim, o início ou o recomeço de um amor infinito.

Resenha de Fernanda Avelar, resenhista do Arca Literária

2 Comentários

  1. Adorei a resenha. Estou lendo o livro e adorando, a personagem Isaura realmente faz a gente dar ótimas gargalhadas.
    Ansiosa para descobrir todos os mistérios que envolvem este pen drive!

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