Amar…apesar de tudo – Jean-Yves Leloup

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Amar…apesar de tudo: para que cada um de nós transforme seu destino em um projeto consciente

Amar…apesar de tudo!

Amar… apesar do medo, da ansiedade, da angústia, da incerteza.

Amar… apesar do passado, do futuro…apesar do presente.

Amar…apesar dos impasses, das dificuldades, dos problemas.

           Amar…apesar das impossibilidades.

           Amar…apesar do mal, da destruição, da ameaça, do coração de pedra.

          Amar…apesar da separação, da indefinição.

          Amar…apesar da sombra.

          Amar…apesar do outro.

          Amar…apesar de mim.

          Amar…apesar de Deus.

            Amar…

           Hoje, mais do que nunca, amar.

           Amar…a porta que dá acesso ao jardim.

           Jean-Yves Leloup nos convida a dar um passo consciente em direção a uma vida plenamente assumida. Fala daquilo que está dentro de nosso ser, no mais profundo de nós – o amor -, e vai lançando luzes para permitir que cada aspecto aflore, que tomemos consciência e que nos rendamos à proposta de mudança que a vida nos faz.

A obra começa com um prólogo muito bem escrito por Marie de Solemme que expõe que devemos procurar sentido. Sentido para acordar, trabalhar, casar, estudar, ou simplesmente sentido para viver. Saber lidar com as dificuldades e enfrentar os problemas nos fortalece perante a vida dando liberdade de escolhas.

Jean-Yves leva os leitores a um passeio mental para todas as memórias genéticas ou coletivas do ser humano, sua liberdade, dores e sofrimentos, dúvidas e anseios por dia melhores. Ele aborda ainda temas como: amor, liberdade, casamento, desejo, humildade, fé, felicidade, justiça e injustiça.

 “A confiança deve ser depositada não no homem, mas na Vida que está nele: depositar confiança no que há de melhor nele; caso contrário, depositar confiança em uma pessoa é dedicar-se a uma grande desilusão”. (p.29)

 Leloup é doutor em Psicologia, Filosofia e Teologia, padre da Igreja Ortodoxa, tradutor de diversos textos bíblicos a partir do grego e do aramaico, conferencista, membro da Organização das Tradições Unidas, membro do Ciret e fundador do Colégio Internacional dos Terapeutas e com toda sua formação ele nos faz refletir sobre os caminhos que tomamos seja no âmbito profissional, espiritual e afetivo.

O autor cita caminhos que podem transformar o destino em um projeto consciente, desatando todas as amarras, dando sentido a vida e reformulando a nossa capacidade de amar e de ser feliz.

“A felicidade é como um fruto do amor, mas não é sua seiva. No entanto, na fórmula “sem qualquer motivo”, evocada por você, estamos próximos dessa seiva. Talvez, desde a escola, deveríamos aprender a ser felizes por nada; a nos sentarmos, todos os dias, durante cinco minutos e oferecer-nos cinco minutos de felicidade por nada! Eis uma forma de introduzir a eternidade no tempo, a boa hora no tempo. Uma forma de introduzir, nesse espaço-tempo, amor, “sem qualquer motivo”, gratuidade. Ora, desejamos certamente ser felizes, mas temos necessidade de uma razão para isso”! (p.125)

Jean-Yves, expõe de forma clara e sucinta que devemos encontrar no mais profundo dos lugares a essência de algo simples e por muitas vezes perdido, o amor. O amor em todas as suas esferas e aceitar as propostas de mudanças que a vida nos oferece e assim abrir as portas para um lindo jardim no qual poderemos colher as belas flores da felicidade.

O livro possui as letras visualmente boas para leitura e a capa apesar da simplicidade, exprime uma leveza, força e vontade de simplesmente amar. Amar ao ser humano, a si mesmo e todas as coisas que conjecturam para a chave do sucesso. A lição central recomendada para todos os leitores é a de deixar o tempo correr na sua fluidez. Segundo o autor, não devemos apressar o rio, pois, ele corre sozinho!

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