Amanda Ághata Costa

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1. Fale-nos um pouco de você.
Meu nome é , tenho 22 anos, nasci e moro em Santa Catarina e sou formada em Pedagogia, área onde atuo há quase cinco anos. Assim como a Ari, minha protagonista, gosto de ter os meus momentos de silêncio e não costumo confiar muito nas pessoas, mas quando eu confio me entrego de coração.

2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
Trabalho durante meio período como professora de educação infantil e no outro eu me dedico à escrita. Comecei a escrever ainda muito cedo, por volta dos doze anos, e sempre gostei de me expressar através do que eu escrevia, já que sou muito tímida e não consigo me expressar tão bem oralmente.

3. Qual a melhor coisa em escrever?
A melhor coisa é poder me colocar no papel e não ter medo do que as pessoas vão pensar ou se vão julgar as coisas que eu sinto. Através das palavras eu posso realmente ser livre.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? 
Não, eu escrevo em qualquer lugar da minha casa e até mesmo quando estou fora. Não tenho um lugar específico para produzir.

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
Eu sou apaixonada por fantasia e é por isso que o meu primeiro livro se trata justamente desse gênero, porém não me sinto apegada a só ele. Assim que a série A Escolhida estiver finalizada (serão quatro volumes), eu já estou com um novo romance para ser escrito e ele será uma mistura de policial com drama, além de se tratar de um new adult. Pretendo me arriscar em outros gêneros além desses também.

6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
A inspiração para o título foi bem definida desde o princípio porque conversava totalmente com a mensagem que eu queria passar no desfecho da história. Muitos ficam supondo para que afinal ela foi escolhida, e só vão descobrir mesmo assim que o último ponto final for colocado. Já o nome dos personagens acabou sendo algo mais aleatório, sem muitos significados, apenas foram surgindo na cabeça e eu fui colocando aqueles que eu ia achando que combinariam. Alguns deles eu mesma criei (Egran, Edlun, Ariali), outros eu já havia visto em outros lugares.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
A pesquisa para A Escolhida aconteceu sem tanta cobrança quanto vou ter com o próximo livro que eu pretendo escrever, onde a protagonista será uma estande de Psicologia que perdeu os pais em uma acidente. Por se tratar de um livro de fantasia, com a Ari eu tive mais liberdade para criar o que eu bem entendesse, sem ter que me apegar tanto a regras já estipuladas (fosse de local, espécies, clima, vestimentas). A cidade no livro é fictícia, portanto não tem como ser comparada a nenhum lugar já existente, e as espécies encontradas na história, algumas foram mescladas e também acabaram ganhando uma nova visão acerca dessas criaturas.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
Uma grande inspiração na literatura pra mim é o Carlos Ruiz Zafón.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
Nunca tive dificuldade em publicar um livro, porque eu mesma fui atrás da publicação quando achei que a história estava pronta para ser exposta para mais pessoas. Fui autora independente durante pouco mais de seis meses antes de receber uma proposta e fechar um contrato com a Editora Arwen (em 2015). Acho que a determinação de um autor é o que faz ele publicar um livro ou não, afinal, existem muitas ferramentas de autopublicação e que dão abertura para no futuro uma boa editora se interessar pelo que você escreve.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
Vejo a literatura nacional ganhando novos rumos, avançando mais a cada dia, e acredito que ainda iremos conquistar mais leitores com o passar dos anos. A luta não é fácil, mas tenho esperança de que haverá muito espaço nas livrarias para o material literário nacional.

11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
O que define um livro ser bom ou ruim é o seu público, e cada história tem o seu. A questão de gostos não se discute e acho bom que há esse espaço para todos os tipos de histórias estarem inseridas no mercado, conquistando e formando mais leitores. Acho que toda publicação é válida desde que tenha alguma função delimitada: seja entreter, para refletir, para informar, ou para estimular a criticidade e também criatividade.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
Acredito que a visão sobre valores ainda não é vista da forma que acontece, quando se entende que varia muito da editora pelo qual se publica, da quantidade de exemplares que também são rodados e tudo mais. Como autora que já foi independente, eu sei da luta e dos preços altos que as gráficas cobram em tiragens menores de livros. Infelizmente, se compararmos uma tiragem de 15 mil livros e colocarmos ao lado de uma de 500, o valor nunca será o mesmo. Os livros nacionais não são caros, são apenas pouco explorados. Quanto mais saída eles tiverem, menor será o seu custo.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
Acho que “Métrica”, da Colleen Hoover. Acho um livro muito tocante e toda essa questão da poesia, da expressão de sentimentos, é sensacional. É um livro que eu gostaria de ter escrito.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)
Lost in Paradise, da Evanescence.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
“A Sombra do Vento”, do Carlos Ruiz Zafón. É um livro que se infiltrou na minha mente e no meu coração.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
O meu próximo projeto, como eu havia comentado anteriormente, será um livro com uma pegada mais policial, voltado para um acidente que ninguém soube ao certo como aconteceu e a sobrevivente vai tentar descobrir o que realmente houve com os pais dela. Será um livro mais dramático do que A Escolhida, terá uma carga emocional bem alta, além do romance que será mais intenso e apimentado por se tratar de um new adult.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
Acompanho tudo o que é dito sobre o meu livro e o meu trabalho em particular, e sempre apoio os blogueiros nesse processo. É essencial para o autor contar com o trabalho dos blogs, pois assim mais pessoas acabam conhecendo o que você tem a oferecer como escritora. Críticas, sejam elas negativas ou positivas, servem para ver onde se está acertando e onde está errando, para tentar sempre melhorar.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
Talvez a Rebecca Fitzpatrick por também escrever sobre anjos ou a Cassandra Clare.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
Saber que sua história ganhou um espaço no coração de mais alguém além do próprio. Mesmo quando não se agrada tanto assim, alguma mínima lição sempre se tira daquele livro, e é essa a maior alegria que um escritor pode vivenciar.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
Aos leitores do Arca, deixo meu agradecimento por tentarem conhecer melhor o meu trabalho e quem sabe também se interessarem por minhas histórias. Sou escritora por que quero alcançar as pessoas com o que eu escrevo, e nada disso seria possível sem o carinho que todos me oferecem. A Ari tem muito a confidenciar se vocês deixarem, e eu sei que muitos estão deixando. Obrigada mesmo! Agora, a melhor mensagem que eu posso deixar para aqueles que estão iniciando como autores, é que coloquem a alma no papel, transbordem tudo o que há em vocês através das palavras e não desistam, mesmo quando os obstáculos parecerem grandes demais. Acreditar no potencial do seu trabalho e lutar diariamente é que faz a diferença. Grande beijo!

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