Aline Bassoli

0
908

  1. Fale-nos um pouco de você. R: Balzaquiana, capricorniana, perfeccionista, sonhadora, romântica. Em busca de paz espiritual, um amor pra chamar de meu, felicidade. Solteira (o que deixa meus avós de cabelo em pé), sem filhos (o instinto materno ainda não bateu), amante da natureza e de gastronomia. Adoro viajar, conhecer novos lugares e pessoas. Odeio cebola e sou chocólatra assumida. Uma mulher como tantas outras, que quer se realizar na vida e ser feliz.
  2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita? R: Atualmente faço um pouco de algumas coisas. Sou formada em Biologia e técnica em Paisagismo, então de vez em quando sou contratada para desenvolver jardins, além disso também faço artesanato, principalmente com caixas de mdf e cartonagem. E escrevo. Já deu pra perceber que meu mundo é das criações, né?! A escrita está em mim desde que me lembro. Ainda menininha, meu pai me incentivava a brincar de fazer rimas e minha mãe, a ler. Com 10 ou 11 anos já rascunhava as primeiras historinhas, então não teve um momento em que disse: vou ser escritora, eu já fazia isso constantemente. O que mudou foi quando decidi levar isso mais a sério. Eu quero compartilhar com as pessoas as lindas histórias que povoam minha mente. Leitura nunca é demais.
  3. Qual a melhor coisa em escrever? R: Poder viver tudo aquilo que a realidade não lhe permite. Sou uma sonhadora. Sempre me perco em outros mundos, às vezes impossíveis no nosso mundo real, então a escrita me proporciona isso: viver os meus sonhos.
  4. Você tem um cantinho especial para escrever? R: Ainda não. Com as dificuldades da vida, acabei voltando para a casa dos meus pais, então meu canto é meu quarto, que também é meu ateilê… rs… Mas quero sim conseguir um cantinho só meu.
  5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros? R: Adoro escrever romances. É meu ponto forte. Também me arrisco na fantasia, já que meus “treinos” de escrita foram fanfics, mas ainda não tentei criar um universo só meu. Recentemente tentei criar um conto de terror. A primeira versão tinha de tudo, menos terror, então achei que não levava jeito, mas a segunda versão já ficou um pouco melhor.
  6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens? R: As Estações do Nosso Amor é meu primeiro livro original. Antes eu me arriscava em fanfics e pequenos contos que nunca mostrei a ninguém. Ele é o único publicado até agora. A história surgiu de uma vontade em fazer uma viagem pelos jardins europeus. Eu estava tendo aulas da história dos jardins ao longo dos séculos em minhas aulas de paisagismo e veio aquela vontade de conhecer tudo aquilo. Por isso que o enredo tem esse lado mais bucólico e paisagístico. Daí pra pensar em um romance durante a viagem foi um pulo.
  7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro? R: Além da base ter sido minhas aulas de paisagismo, fiz muita pesquisa pela internet (infelizmente ainda não consegui viajar pela Europa rs), utilizei muito a ferramenta street view do Google Maps (com ela dá pra ter uma leve noção de como o lugar é de verdade).
  8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever? R: Não tenho um autor específico ou livro. Gosto muito das tramas elaboradas do Dan Brown, do mistério envolvente da Agatha Christie, da intensidade da Tammy Luciano e da leveza da Carina Rissi.
  9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado? R: Antes de me arriscar na autopublicação, eu mandei o original de As Estações do Nosso Amor a algumas editoras. Como estava sem recurso para bancar uma editora menor, acabei me prendendo às maiores. Infelizmente recebi “não” de todas as que tentei. Daí parti para a autopublicação na Amazon.
  10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional? R: Eu acho maravilhoso que os brasileiros estejam tentando se publicar. Somos um povo muito criativo, e isso se vê em todos os ramos. Não é diferente na literatura. Parece que, bem aos poucos, estamos mostrando que temos muito potencial, e os leitores estão começando a perceber isso. Poderíamos ter mais atenção das grandes editoras, mas mesmo sem elas já vemos “a coisa andar”.
  11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom? R: Como eu disse, as pessoas estão tentando se lançar. Infelizmente ainda falta aquele cuidado com o texto, sabe? Muita gente acha que, por ser na internet, pode tudo. Acredito que quem pensa em fazer disso uma profissão, deve ter cuidado e carinho com seu texto. Mesmo que seja para publicar numa plataforma gratuita, revisar o texto, se preocupar com o português, pensar numa história com pé e cabeça ao invés de simplesmente despejar o que tem em mente no teclado demonstra que o autor tem esse respeito pela língua e, principalmente, por quem vai ler seus escritos.
  12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais? R: Não gosto… rs… Eu entendo que há todo um custo para produção de um livro (revisores, diagramadores, capistas, editores, impressão, logística e etc), e que as editoras sofrem muito com os altos impostos que recaem sobre elas, mas acredito que o consumidor não deveria ser o mais penalizado em toda essa cadeia. Acho que poderia haver mais incentivo econômico, subsídios e valorização da leitura.
  13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”? R: Acho que O Código Da Vinci. Dan Brown foi incrível na ideia de misturar conceitos religiosos, conspirações e aventura. Adoro esse livro.
  14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor) R: As Estações do Nosso Amor tem duas músicas muito marcantes para mim. A primeira é La Vie em Rose, da Edith Piaf (mas uma versão instrumental) e a segunda é Can’t Stop Loveing You, do Van Halen. São duas músicas que foram muito inspiradoras durante todo o processo de construção do livro.
  15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”? R: Ainda não encontrei o “livro da minha vida”. E acho que nunca encontrarei. Nós não somos os mesmos de ontem e não seremos iguais amanhã, então o que hoje para mim é o melhor, amanhã pode não ser. Prefiro ficar com o coração aberto a todas as lições que cada um dos livros que li (e ainda lerei) me ensinaram.
  16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles? R: Sempre há histórias pipocando em minha mente. Mas como são só ideias, ainda não há muito o que falar.
  17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso? R: Ainda sou pouco conhecida, então não há muitos comentários, mas a opinião sincera, respeitosa e crítica é muito importante para mim. Não me atenho aos comentários meramente pejorativos, que só querem causar mal-estar e não agregam nada em meu crescimento. O que é o contrário a uma opinião fundamentada, mesmo que seja negativa. Estamos aqui para crescer, evoluir, desenvolver. Sempre dá pra melhorar.
  18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria? R: Sou muito fã da Carina Rissi, então acho que seria uma honra se ela pudesse ler meu livro e me avaliar.
  19. Qual a maior alegria para um escritor? R: Pra mim, nesse momento de vida, são duas coisas: ouvir alguém dizendo que gostou do que escrevi, que aquela história, de alguma maneira, mexeu com sua vida ou com seus sentimentos, sabe, que eu pude tocar naquele coração um pouquinho e trazer algum sentimento bom; e a segunda coisa é conseguir viver da escrita. Você ser feliz com o que faz e ser bem remunerado por isso é alegria de qualquer profissão, mas acho que em especial no mundo da escrita, que é tão estigmatizado e ainda desvalorizado. “Não dá pra viver de livro no Brasil” é uma expressão que eu realmente gostaria que não existisse mais.
  20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária. R: Para os leitores da Arca eu quero agradecer imensamente a oportunidade de me apresentar a vocês e pedir que não deixem nunca de apoiar aqueles que se importam e esforçam em divulgar e valorizar a literatura. Para quem está começando: eu também estou. Então, estamos juntos no mesmo barco. Não desistam, se é isso mesmo o que querem. Cuidem de seus textos, preocupem-se em registrá-los na Fundação Biblioteca Nacional para ajudar na proteção daquilo que é seu, leiam o trabalho dos colegas e ajudem, se for possível. Há espaço pra todo mundo e, quanto mais unidos estivermos, mais força teremos para conquistar aquilo que desejamos. Obrigada pela oportunidade. Beijos a todos!

 Tenha seu trabalho divulgado por nossa equipe!!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here