Alina – Emília Líma

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Alina é de uma família Portuguesa, mas vem para o Brasil na época da colonização. Ela chega aqui aos 12 anos, junto com seus irmãs e irmãos, e seus pais. Alina sempre foi uma menina simples, mas muito determinada. Nunca gostou de maltratar os escravos e nem os índios. Os tratava como pessoas e lutava, a sua maneira, pelos direitos deles.

 Aos 12 anos Alina conhece Pedro Henrique, um amigo de seu irmão Luiz Segundo. Os dois eram advogados e tinham a mesma idade, 24 anos. Pedro era bem mais velho que Alina e ainda por cima casado, mas isso não impediu que eles se apaixonassem. No começo eles ficaram muito amigos, mas com 17 anos Alina não conseguia mais segurar a sua paixão. Então ela resolveu que ira passar uma temporada com uma tia em Portugal, mas ao contar a Pedro ele se declara a ela e ela a ele. Nesse momento a situação começa a se complicar, pois Pedro não poderia lagar a sua família e nem Alina ele iria envergonhar a sua.

 Desde o momento que conhecia Alina, eu já gostei dela. Ela amava a família, era uma pessoa simples, lutava pelos injustiçados, tinha um relacionamento de amizade tão linda com o seu pai, até lembrei-me de mim e do meu pai, que somos assim também. Mas seu único problema foi se apaixonar por um homem casado. Só que mesmo apaixonada ela tinha bom senso e nunca pensou em destruir a família dele, pelo contrário ela queria se afastar pra que isso não acontecesse.

 Pedro é um homem lindo, inteligente, amoroso e muito sincero. Ele amava a Alina, mas nunca a desrespeitou. Passou algumas vezes na cabeça dele em largar a família, mas ele sempre pensava nos filhos. Ele foi muito sincero com a mulher e contou toda a verdade para ela, mas isso não resolveria o problema deles, já que naquela época divórcio não era uma opção.

A história é muito intensa, pois eles se amam a todo o momento, mas não podem ficar juntos.

 Anos se passam e coisas acontecem na história que os distanciam mais. Só que Alina tem uma sorte de conhecer um homem que vai ama-la e faze-la feliz. Naru sabe que Alina não o ama, mas mesmo assim quer ser seu companheiro. Eu o adorei, pois é um homem bom, carinhoso, amigo, companheiro que teve amor pelos dois.

 Nesse livro nós vemos como era a vida no século XVI, apesar de a família Cirilo não ser dada aos costumes da época, mas tem coisas que eles não poderiam passar por cima, como a escravidão. Eles tentavam dar o maior conforto aos seus empregados, mas mesmo assim eles eram escravos.

 Eu amei conhecer essa família, com ela aprendi o que é o amor. Que mesmo a distância não pode fazer esquecer quem a gente ama, mas tem horas que não podemos fazer nada, temos que seguir em frente da melhor maneira possível.

 O final é lindo, eu amei como as coisas foram se encaminhando e apesar de ser um livro pequeno, não houve correria nos fatos.

 A história é contada em 3ª pessoa, como se o locutor fosse a própria escritora, não havia muitos diálogos, mas isso não impediu de a história ser bem compreendida.  A capa condiz com perfeitamente com a história, o único ponto negativo do livro é que tinha algumas vezes que as palavras estavam todas juntas, como se não tivessem dado espaço, mas eu consegui ler muito bem. Deve ter sido um erro na formatação ou algo do tipo.

 Esse livro é super recomendado, um ótimo Romance de Época, para ler numa tarde com uma boa xícara de café. Parabenizo a Emília por essa bela história. E fiquem ligados, pois Ágata, que é o segundo livro da série Família Cirilo vem por aí.

 Suelen Fernandes, resenhista do Arca Literária e do blog Era Uma Vem o Livro

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