Alexandre Braga

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Resposta:  Meu nome é Alexandre Braga, tenho 17 anos e sou estudante. Gosto muito de ler, pesquisar, assistir filmes e séries de suspense. Além disso sou um grande apreciador de música clássica (especialmente valsa, polka, jazz, orquestra e MPB) e sou apaixonado pelas músicas da família austríaca de Strauss, de Frank Sinatra, Mozart, Tchaikovsky, Beethoven, Ray Conniff, Gene Kelly, dentre outros prodígios musicais. Sou um escritor e blogueiro cearense que descobriu precocemente o amor pela literatura. Lia ( e ainda leio) muitos gibis, e minha coleção atualmente já ultrapassa uma quantidade de mais de 500 revistas em quadrinhos. Desde criança sou um leitor voraz da Turma da Mônica, do genial Mauricio de Sousa. Juntando-se a isto, a admiração que nutria por um amigo que desenhava muito bem, acabaram despertando em mim, por volta dos dez anos, a vontade de criar minhas próprias histórias em quadrinhos. Cada vez mais, minha produção de HQs aumentava, numa construção que viria a compor o meu primeiro livro, amadurecendo até evoluir para o que ele é hoje. De tanto praticar, chegou o momento em que as pessoas começaram a achar que eu desenhava muito bem, e muitas vezes meus colegas me convidavam para ilustrar trabalhos escolares, o que me deixava muito feliz e, claro, motivado! Publiquei, neste meio tempo, um livro de tiras para presentear minha família e amigos, e fui proprietário, junto com um amigo, de um blog onde postávamos nossos quadrinhos e desenhos.

 Finalmente decidi ingressar na literatura, motivado pelo talento, força e garra da escritora JK Rowling, já que foi mais ou menos nesta época que fui apresentado à série Harry Potter. Comecei escrevendo uns contos infantis, onde publicava no referido blog. Inesperadamente, a temática do blog mudou para literatura, e me empolguei tanto com a escrita que passei a levar sério mesmo a carreira de escritor, a ponto de, mais tarde, me encorajar ao desafio de escrever romances, culminando na criação do meu primeiro livro, Lucas Scothbolll e A Máquina do Tempo da Hereditariedade.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Resposta: Não me considero mais desenhista, embora ainda curta muito desenhar nas horas vagas: é que, diferente da escrita, cuja relação comigo é profissional, desenhar pra mim é só hobby.

  Faço desenhos de todos os meus personagens, só para mim mesmo, pois gosto de poder imaginar como eles são. Muita gente me perguntou se eu gostaria de ilustrar meu livro quando ele estava em processo de editoração. Na época decidi que não. Seria melhor as pessoas poderem construir a sua própria imagem de cada personagem, mas, se pudesse voltar atrás, acho que provavelmente teria ilustrado.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Resposta: Eu diria que, no meu caso, expressar meus sentimentos, já que a escrita é o meu refúgio. Poder criar o que eu quiser. Viver várias vidas, já que quando escrevo me transporto para o mundo dos personagens e sinto as emoções que eles sentem. E, por último, mas não o menos importante, o retorno dos leitores. É o carinho da enorme quantidade de gente que gosta do meu livro que me faz querer escrever cada vez mais! J

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Resposta: Escrevo em qualquer lugar. Agora, não gosto de escrever em dias de muitos afazeres, pois me desconcentro muito facilmente e preciso de calma e tranquilidade para poder entrar definitivamente no universo do livro. Preciso realizar todos os meus afazeres primeiro para depois me sentir confortável para escrever.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Resposta: Não tenho gênero literário definido, escrevo simplesmente o que me vem à mente. Tudo o que escrevo eu gostaria de ler, independente de gênero literário ou faixa etária. Mas geralmente livros com ar cinematográfico, temática de mistério, personagens cativantes e com uma trama complexa são os que mais me fascinam. Costumo dizer que um bom livro é como um filme, um filme sem imagens. Espero que Lucas Scothbolll e A Máquina do Tempo da Hereditariedade proporcione a mesma experiência a seus leitores.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Resposta: Bom, respondendo à última pergunta primeiro, eu muitas vezes invento os nomes dos meus personagens e, em quase a totalidade das vezes, também invento os seus respectivos sobrenomes. Simplesmente tenho facilidade de criar nomes, embora muitas vezes eu forme os nomes com a morfologia da língua hitorganesa, que eu mesmo criei para a Hitorgânia, o país fictício onde se passa a história do meu livro. Mas também coleciono bons nomes de pessoas que conheci.

  O meu livro conta a história de um garoto de treze anos chamado Lucas Louinney Scothboll, habitante de um país chamado Hitorgânia, que volta à terra natal, a cidadezinha de Whistandey, depois de quase toda a sua vida vivendo na ensolarada Dienópolis, no extremo sul do país. Lucas logo faz novos amigos e descobre um novo amor, enquanto tenta lidar com um mistério de instigar a mente: Melissa Macheng! Que segredo circunda essa personagem? O que ela sabia a respeito do passado sombrio e obscuro da família de Lucas que estava a salvo no passado e agora invadia a vida do menino? Será que a Máquina do Tempo da Hereditariedade foi mesmo roubada ou seu roubo foi simplesmente forjado mesmo? Lembrando que só existe um único fio condutor da narrativa, a aventura de Lucas, cheia de mistério e escolhas difíceis e corajosas, também é como um quebra cabeça no qual somente os leitores atenciosos conseguirão montar. Quer saber mais? Só lendo (rsrsrs).

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Resposta: Eu acho que o mundo ao nosso redor é uma excelente ferramenta para isso. Mas no caso de Lucas Scothbolll e A Máquina do Tempo da Hereditariedade, não precisei pesquisar muito, já que criei todo o universo (Cultura da Hitorgânia, lugares da Hitorgânia, História e Geografia da Hitorgânia, Leis da Hitorgânia, Língua Hitorganesa etc). Uma excelente dica para quem quer começar a escrever e não ter o trabalhão de fazer uma pesquisa aprofundada é: escreva sobre o que você conhece. O autor, antes de escrever, tem de ter certeza se domina a abordagem do livro, para não se perder no meio da história.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Resposta: Não sei dizer ao certo minhas influências literárias e, na realidade, acho que não tenho nenhuma influência específica. Creio que todos os livros que li até agora me ajudaram a criar o meu estilo literário próprio. Fui aprendendo com os aspectos positivos e negativos dos livros que lia. Os positivos me inspiravam. Os negativos me faziam aprender a não cometê-los.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Resposta: Na verdade, só não publico mais livros do que deveria publicar porque sofro de um perfeccionismo extremo. Para eu poder finalizar um livro, o resultado final dele deve ter, no mínimo, 80% da minha aprovação. Nunca chega a 100%, não dá. Só que essa porcentagem diminui com o tempo, pois quanto mais escrevo mais amadureço a minha escrita. É por isso que costumo dizer que os meus livros favoritos são aqueles que ainda vou escrever. Tenho muito material arquivado que não publiquei, mas quem sabe um dia aconteça?

Clique na imagem para ler a resenha

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Resposta: Está cada vez mais fácil ter destaque na literatura nacional atualmente. Isso porque os futuros adultos da sociedade brasileira – isto inclui crianças e adolescentes – estão lendo mais. A série Harry Potter teve um papel fundamental nisso. Antes da JK Rowling conseguir publicar o primeiro livro da saga, finalmente em junho de 1997, pelo selo infantil da Blommsbury, quase nunca a literatura era tão valorizada e entusiástica. Os jovens antes do boom de Harry Potter normalmente não idolatravam tanto assim escritores, isso só acontecia com pop stars e atores de televisão e cinema. Alguns raríssimos sucessos da literatura infantojuvenil como As Crônicas de Nárnia e Os Karas antecedem Harry Potter. Com um maior aumento de leitores no Brasil e no mundo em geral, maior investimento na literatura. A literatura nacional, atualmente, conta com fenômenos como Eduardo Sphor, Raphael Draccon, Carolina Munhóz. Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Bruna Vieira e muitos outros!

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Resposta: Dizer que um livro é bom ou não é muito relativo. Livros são como pessoas, neste sentido. Há pessoas que posso considerar muito bacanas e alguém, até bem próximo de mim, não achar, e assim, vice-versa. É essa a natureza da trama: amadas por uns, odiadas por outros. Agora, a meu ver, a melhor forma de julgar se um livro é bom ou não é comparando-o com livros do mesmo gênero literário. Para mim há livros incríveis que só são mal vistos pela crítica porque o seu gênero literário não está em alta. Nós estamos numa época em que o sobrenatural está muito em voga. Livros de fantasia, com bruxas, vampiros e fantasmas são os temas que mais atraem no mercado editorial. Na minha opinião, se Rachel de Queiroz tivesse publicado O Quinze hoje, provavelmente não obteria o mesmo sucesso.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Resposta: Eu acho um absurdo. Livros devem ser baratos para torná-los mais acessíveis à população.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Resposta: O Senhor dos Anéis e todo o universo que Tolkien criou para a Terra Média em geral. Ele, mesmo criando um mundo inteiro com uma complexidade de fato incomum, não se perdeu. Acho isso incrível! Sempre valorizei autores que sabem tudo sobre suas tramas; eles podem não revelar tudo no livro, mas gosto de ter uma sensação capaz de me transmitir a certeza de que eles sabem tudo sobre o seu universo ficcional.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

Resposta: Como eu já disse antes, espero que Scothbolll e A Máquina do Tempo da Hereditariedade proporcione a seus leitores um ar cinematográfico. Então, provavelmente seria uma trilha sonora típica de um filme do mesmo gênero do meu livro. No meu site (www.alexandrebraga.org) eu coloquei uma trilha sonora para cada capítulo, para acompanhar na leitura. Não foi exatamente o que eu queria, pois precisava do nome de cada trilha sonora, coisa que, na maioria das vezes, eu não sabia e não fazia ideia de como descobrir.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Resposta: Algum dos livros do Harry Potter, Desventuras em série e Agatha Christie, talvez.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Resposta: Sim, estou escrevendo uma série de livros protagonizada pelo David, que é um personagem secundário de Lucas Scothboll e A Máquina do Tempo da Hereditariedade.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Resposta: Sim. Sempre faço isso – principalmente para conhecer o gosto dos leitores em geral e dicas de livros para ler.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Resposta: Bom, com certeza a primeira pessoa que me vem à mente é a JK Rowling, mas ela fala inglês, então, para que isso aconteça, meu livro terá que ser traduzido pro inglês.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Resposta: Viver várias vidas sem sair da sua, sentir as emoções de cada um dos seus personagens, poder melhorar o mundo com a sua escrita e, claro, o carinho dos leitores. Além disso, é sempre excitante escrever um livro: cada cena que você escreve é como se estivesse vivenciando-a.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Resposta: Espero que essa entrevista tenha sido satisfatória e que muitos de vocês tenham se interessado em acompanhar meu trabalho.

  Aos ávidos escritores, eu diria que tudo o que forem escrever seja não só para seus futuros leitores, mas para vocês também, pois quando escrevemos com paixão, eles sentem isso.

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