Alane Brito

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1 – Alane para nós é um grande prazer entrevistá-la. Conte-nos quem é Alane Brito??

O prazer é todo meu, Ceiça! Então… Sou uma pessoa extremamente tímida, temente a Deus, sonhadora, mas consciente o suficiente para manter os pés no chão quando necessário. Amo livros, cinema, séries e tenho fixação por personagens…

 2- Qual seu estilo literário?

Meu estilo é mais clássico, algo com tom mais formal. Embora eu goste de variar de vez em quando. Estou escrevendo um que será bem diferente dos dois primeiros livros.

3- Qual seu público alvo?

Jovens e adultos. Mas sei que algumas crianças e adolescentes andam lendo. O que é ótimo! E tudo bem, posso garantir aos pais que podem ficar tranquilos, meus personagens são bem comportados. (risos)

4 – Quais seus autores e estilo favoritos?

Gosto do Stephen King, da Samanta Holtz… Eu sou bem eclética. Gosto de romances, aventura, drama, terror. Ultimamente tenho sentido muita vontade de ler distopias.

5 – O que te motivou a escrever os livros “O Trio” e “O Que Me Disseram as Flores” Quando sentiu que estava pronta para publicar seu primeiro livro? Alguém a incentivou, como foi esta iniciativa?

Eu escrevo desde muito cedo, mas guardava todos. O engraçado é que O Que Me Disseram as Flores foi o primeiro livro que eu escrevi que eu senti, de fato, que queria publicar. Isso com uns quatorze anos. Mas ele permaneceu guardado durante muito tempo, já que eu não sabia o que fazer direito para conseguir uma editora, tanto que, quando terminei de escrever O Trio anos depois, optei por tentar com ele primeiro, pois percebi que a escrita tinha mais qualidade, além de finalmente haver conseguido mais informação com relação à publicação. Acredito que o que me motivou a escrever OQMDAF tenha sido o simples desejo de ver meus novos personagens ganhando vida e a história em si, aquela questão dos vários empecilhos para o casal conseguir – ou não – se relacionarem. Como eu fiz várias revisões, fui acrescentando alguns detalhes que se somaram a isso, alguma lição de moral, inclusive. Com O Trio, foi a vontade de escrever algo que focasse mais as relações entre amigos, algo mais saudosista, dramático… Quem mais me incentivou foram alguns familiares, especialmente meu esposo. Muito mais depois que perceberam que era um sonho possível.

6 – Fale-nos um pouco sobre o livro “O Que Me Disseram as Flores”

Ele mostra aflição da protagonista, Ângela, em se ver forçada a se casar com alguém que ela mal conhecia. A promessa foi feita por seu pai e o pai do prometido, William. Ela se correspondia com ele por cartas e, até cerca de quatorze anos, ela aceitava esse destino tranquilamente, mas, ao se apaixonar por seu vizinho de fazenda, percebe que não era justo não poder escolher seu próprio esposo. O pai não é o típico carrasco, que quer arrastá-la para esse casamento indesejado, mas o fato de seu melhor amigo ter morrido, fez com que esse desejo se tornasse mais valioso. E já que na época em que se trata a história a submissão dos filhos para com os pais era algo muito sério, apesar de ela acabar se rebelando, Ângela se sente presa a esse destino indesejado. Então, fala ao pai que não está mais de acordo, só que, determinado a manter a promessa, ele não avisa ao rapaz sobre a decisão da filha, acreditando que a situação pudesse melhorar. Até que William resolve ir à fazenda oficializar o noivado… É quando se depara com a raiva de Ângela, que vai tentar o que estiver ao seu alcance para fazê-lo desistir dela, já que ele está decidido a conquistá-la, pois conseguiu aprender a amá-la, mesmo estando tão longe um do outro. Quem será o mais forte nessa batalha? Descobrirão lendo o livro. hihi

7 – Alane o que mais lhe inspira a escrever?

A inspiração às vezes vem de uma maneira tão inesperada, que nem sei dizer ao certo quando isso acontece. Pode ser vendo um filme, lendo uma frase, vendo uma cena qualquer… E o que me mantém focada no que estou criando, além de ter uma boa história em mãos, é ter personagens que me conquistem.

8 – Fale-nos sobre o atual momento literário do Brasil. quais as principais dificuldades que você encontra, hoje, para publicação de livros?

Acredito que esse é momento dos sonhos de cada escritor. Felizmente, os jovens descobriram o prazer de ler e as facilidades de lançar um livro atualmente tem sido algo crucial para cada um que ansiava por essa oportunidade. A dificuldade maior, por incrível que pareça, vem depois da obra publicada. Que é a divulgação, conseguir dar destaque às nossas obras em meio a tantos títulos de peso.

9 – Quais são seus projetos literários? Teremos novidades para 2014/2015? Quais?

Quero terminar um livro com estilo mais fantasioso que comecei um tempinho atrás, mas parei. E quero, antes desse, terminar outro que é mais uma mistura de romance adolescente com drama e suspense. Espero concluir esse logo para poder lançar em 2015, se Deus quiser!

10 – Quais os maiores problemas encontrados pelo autor na publicação de seu livro?

Como disse antes, para mim, pelo menos, é a divulgação. Fazer com que os leitores deem oportunidade às obras nacionais, apesar disso ter melhorado consideravelmente.

11 – Dê uma dica para os jovens escritores nacionais que querem ter seus livros publicados

Bom, como eu falei numa entrevista anterior, eu sei que escutam isso em todas as partes, mas é realmente necessário não desistir nunca. Eu esperei anos e anos, e graças a Deus, veio no momento certo. E, independente de quando a oportunidade irá aparecer, revisem, revisem, revisem, revisem e tenham paciência. Não se desesperem para não se meterem em problemas. Não desistam nas primeiras dificuldades, uma hora o momento de vocês irá chegar. Aceitem críticas, saibam que vocês não vão agradar a todos. A história é sua criação, mas é importante que tenha coerência para que consigam convencer aos leitores sobre aquilo que estão lendo. Isso porque, apesar de terem revisores, que editora daria crédito para um escritor que inventa um monte de coisas sem sentido e escreve errado, não é mesmo? Portanto, sejam dedicados.

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