Alane Brito

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Bom, eu sou uma pessoa extremamente tímida, chocólatra (tem épocas que como uma barra por dia), que ama ficar em casa, ver séries e filmes, ler livros… Me apego muito a personagens e descobri que definitivamente não consigo viver sem escrever.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Atualmente me dedico à minha família e à criação de meus livros. A inspiração acho que vem naturalmente quando se tem esse tipo de paixão. Desde muito cedo crio histórias mentalmente, mas só na adolescência resolvi colocar no papel. Acho que o gosto de minha mãe pela leitura ajudou a despertar meu interesse também. Não sou o tipo de leitora que lê tudo que vê pela frente, se não me atrair, eu não consigo ler, então os primeiros livros que escolhi tiveram bastante influência na minha escrita até hoje.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Hm… escrever para mim é algo que me puxa pra realidade, por mais contraditório que pareça. Quando sinto que posso afundar em meus medos e angústias, eu me jogo em uma história e isso me estabiliza. Acredito em Deus e creio que uma das razões por Ele ter me dado a paixão pela escrita é essa.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Na verdade não… bem que eu deveria ter, mas atualmente escrevo no sofá da sala, porque isso não me afasta muito de minha filha.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eis a questão… (risos) Assumi recentemente que meu gênero é o suspense. É o que mais me empolga a escrever, mas claro que terá um bom romance em todos os meus livros, não tem jeito.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Em meus livros sempre encontrarão um romance, não importa o tema que eu escolher. Procuro usar uma escrita de fácil compreensão e situações no enredo que os leitores acreditem que sejam realmente possíveis na vida real, para que sintam certa sintonia. O Trio é mais uma mistura de drama, romance e aventura; O Que Me Disseram as Flores, é um romance propriamente dito, com uma dose de drama; O Segredo dos Becker já é um thriller um tanto mais denso. Tem o romance principal, claro, um pouco de humor em algumas situações e drama também. Bom, sendo assim, devo dizer que em meus livros também não pode faltar drama. (risos) Pensar nos títulos nem sempre é fácil. Às vezes ele vem logo que imagino a história, em outras, preciso pensar bastante. Em geral, só me vem depois que o livro já está bem adiantado ou até mesmo terminado. Não gosto de entregar o enredo nos títulos, tenho preferência por aqueles que deixam algo no ar. Os nomes dos personagens eu pesquiso em sites. Escolho os que soam melhor. Para os protagonistas eles têm que me passar certa sintonia.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Como meus livros são mais realistas, em geral, pesquiso mais sobre vegetação do local escolhido, clima, essas coisas.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Minhas principais inspirações vêm dos autores dos livros que li quando era adolescente. Especialmente da coletânea Os Pioneiros, de Laura Ingalls Wilder, e de O Cemitério, de Stephen King.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Os que disponibilizei para publicação foram todos publicados, graças a Deus. O primeiro foi o mais difícil, porque o custo foi bem alto e eu não tinha experiência nenhuma nesse mercado.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu estou achando maravilhoso, porque tem surgido muita gente boa e os leitores têm dado mais atenção aos nacionais. Ainda tem muito para melhorar, mas estou otimista.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Pois é… gosto da facilidade, porque tem dado chances a quem não teria em outras épocas, embora isso também tenha seu lado negativo, pois muita gente que não se preocupa com revisões e qualidade estão publicando e muitas leitores se baseiam neles na hora de criticar os autores nacionais. 

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Poderiam ser bem mais baratos, com toda certeza. Não tenho dúvidas de que surgiriam mais leitores e o mercado seria muito mais lucrativo. Acho que vale muito mais a pena um preço acessível e ver as prateleiras esvaziarem com frequência, do que manter um preço elevado e um monte de livro empacado, que só têm um aumento nas vendas quando resolvem fazer uma promoção. E não dá para negar que seria uma concorrência mais justa com os estrangeiros, porque a maioria dos leitores não se importa em pagar caro por um que vem de fora, mas torce o nariz se um nacional custar a mesma coisa.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Eu tenho essa mania com quase todos que li e gostei. (risos) Tipo: “Cara! Por que não pensei nisso também??”. Um deles, por exemplo, é “Simplesmente Morto”, contudo, trabalharia melhor no enredo.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Hm… Nossa, eu tenho muita dificuldade para escolher músicas para os meus livros, posso passar essa?…

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Fictício, até o momento não…

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim, sempre tenho. Preciso continuar o que acabei de publicar, O Segredo dos Becker, que será uma duologia… e comecei outro suspense, que ainda não tem muita coisa pronta. Por enquanto só esses porque não consigo me dedicar a dois projetos ao mesmo tempo. Eu me entrego muito à história e isso me desgasta emocionalmente. Então foco só em um, depois sigo para outro.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, com certeza! São de extrema importância. É o apoio que os autores NECESSITAM ter se quiserem chegar a algum lugar.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Nossa, que difícil… Bom, sempre sonhei com o Jô Soares lendo algum livro meu. Vale? (risos)

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Para mim, pelo menos, é saber que alguém está lendo um livro meu. Outra é a mensagem: “Parabéns! Seu livro passou em nossa análise”. (risos)

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Aos leitores, obrigada a cada um que tem dado uma chance aos autores nacionais, vocês contribuem para que nossas vidas fiquem mais coloridas e nos enchem de ânimo para continuarmos nessa trajetória tão difícil. Aos que ainda não se interessam, deem uma oportunidade, tem muita gente boa no mercado. Aos novos escritores, eu sei que essa frase é meio clichê, mas não se desanimem! É difícil, muitas vezes a gente leva um balde de água fria quando encaramos a realidade, ouvimos muitas críticas, o custo é alto, mas no final vale a pena. Procurem fazer um trabalho de qualidade. Foco na coerência, preocupem-se com a gramática, por favor! Eu sei que as editoras têm revisores, mas nenhuma vai dar crédito para um escritor que não sabe escrever. E não percam as esperanças, só quem não consegue chegar a lugar nenhum é quem desiste no meio do caminho.

Obrigada a cada um que leu essa entrevista até aqui! Espero que tenham gostado. Obrigada ao Arca Literária também pela oportunidade! Beijos!

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