A Trilogia da Viagem – Terry Brooks

0
637

Quando comecei a ler o primeiro livro da Trilogia da Viagem, não esperava tanto do autor. É uma história envolvendo druidas, Elfos, máquinas e tecnologia, para nós, de última geração. Digo para nós, porque o espaço temporal da trama é no futuro, pois eles se referem às máquinas e tecnologia que eu chamo de última geração, como coisas do passado.

 Terry Brooks misturou conceitos de magia com os da tecnologia moderna de forma espantosa e bastante criativa. Ao mesmo tempo em que ele lança mão da tecnologia para fazer com que seus personagens ataquem com raios ultra potentes, se foca no poder mental que cada ser possui. E assim ele mantém ambas as potências, tanto a tecnológica como a mental, durante toda narrativa da história, fazendo com que seus aventureiros explorem com todas as forças seus potenciais.

 Contrariando todas minhas expectativas da história, me vi envolvida pela trama diante do grupo de amigos que se forma focado em um objetivo de uma única pessoa, que no fim passa a ser em comum entre todos. Acontece tanta, mas tanta coisa com essa equipe! Eles se separam e o ritmo alucinante com que o autor narra os episódios de cada grupinho que se dividiu é de perder o fôlego. Só consigo me lembrar de outro autor que me prendeu dessa forma, Matthew Reilly. Apesar das histórias de Estação Polar e Ária 7 chegarem mais próxima da realidade do que a trilogia da Viagem, existem muitas semelhanças na forma com que esses dois autores contam as histórias. Sem falar nas lutas da trilogia da Viagem que são muito parecidas com Área 7 E Estação Polar. Na verdade, a história dos livros de Matthew Reilly nada tem haver com as de Terry Brooks. Matthew Reilly conta sobre um grupo de fuzileiros que luta contra terroristas envolvidos em armações políticas, algo bem mais próximo de nossa realidade. Já Terry Brooks nos remete a um mundo de fantasia onde a magia e a força da tecnologia são armas essenciais. Porém, tanto nas obras de um autor, como de outro, os personagens fogem ao mesmo tempo que procuram seus inimigos e haja briga com SIG-Sauer, Maghook, fogo élfico e muita magia!

E no meio de tanta luta pela sobrevivência, ambos os autores conseguem nos passar mensagens lindíssimas sobre a amizade, caráter e fraternidade.

Mas não se prendam somente nessa parte, porque a trama vai muito além disso. Tem muita briga rolando, uma legião de perseguidores e de fugitivos, tanto do bem como do mal, muita força de vontade na tentativa de encontrar uma saída daquele mundo aterrorizante.

Sem falar em uma das mensagens principais do livro, que mostra que nem sempre o feio é maligno, e o belo benigno. Claro que normalmente tememos os diferentes, mas será que podemos dizer que somos todos iguais? Uma pessoa se torna diferente da outra por suas opiniões, seu aspecto físico e principalmente devido a sua bagagem de vida que é sempre única.

Para quem gosta de perder o fôlego e prender a respiração no meio de batalhas, indico tanto um autor como outro.

 Resenha de Debora Paiva, resenhista do Arca Literária

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here