A POESIA DE CECÍLIA MEIRELES

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Cecília Meireles é considerada uma das maiores poetas da literatura brasileira. Poeta, escritora, tradutora, dramaturga, professora e pintora. Possuía muitas habilidades e talentos e desempenhou todos esses papéis magistralmente. Foi a primeira mulher no Brasil a ser reconhecida pela sua grande importância dentro da literatura, sendo a primeira escritora premiada pela Academia Brasileira de Letras em 1938 com seu livro “Viagem” que foi relançado em 2012 pela Editora Global.

Além de ser uma grande poeta, ela tinha uma enorme paixão pela educação e pela profissão de professora que exerceu por longo tempo.

Dentro da área da educação Cecília deixou uma grande contribuição. Em 1932 ela assinou junto com outros educadores o Manisfesto dos Pioneiros da Educação Nova, documento que foi um marco da evolução educacional no país. Foi também a fundadora da 1ª biblioteca infantil no Brasil.

Dizem que coincidências não existem, mas um fato curioso aconteceu em sua infância quase como um aviso de que aquela menina estava predestinada a trilhar o caminho da poesia e a se tornar uma grande poeta. Ao concluir o ensino primário ela recebeu uma medalha de distinção e louvor entregue por Olavo Bilac (grande poeta) que era na época inspetor escolar.

É difícil falar de Cecília Meireles, porque a admiração e veneração por ela vêm de longa data. Quando admiramos tanto alguém, se torna complicado colocar isso em palavras, por mais que nos esforcemos para enumerar todas as qualidades de sua obra parece sempre que o texto não está à altura desse grande talento.

Cecília nasceu no Rio de Janeiro em 1901 e foi criada pela avó materna após perder toda a sua família. O pai e os irmãos morreram antes de seu nascimento e a mãe quando tinha 3 anos. Sua infância foi solitária e essa solidão está presente em seus versos. Sua obra tem como tema a solidão, a finitude das coisas, o amor, a morte, o tempo. Seus versos são intimistas e cheios de musicalidade. Construídos de forma perfeita e delicada. O mais famoso de seus livros, O Romanceiro da Inconfidência, foi considerado, além de tecnicamente perfeito, a obra mais original escrita durante o Modernismo.

Cecília Meireles adorava crianças e em 1964 escreveu para elas o livro Ou Isto ou Aquilo, com poemas lúdicos para atrair a atenção infantil.

Os poemas de Cecilia Meireles são fascinantes, delicados, tocam nossa alma, tocam o mais fundo do ser. Mesmo quando ela escreve em prosa há tanta riqueza na construção do texto, tanta beleza e musicalidade, que são fruto não só da sua enorme habilidade técnica, mas também da capacidade de colocar em palavras sentimentos e sensações.

A poesia é uma das mais belas formas de manifestação da arte, da literatura. É exatamente isso que encontramos nos versos de Cecília Meireles, beleza.  Essa grande mestra da poesia nos deixou uma vasta obra que vale a pena ser conhecida, apreciada, principalmente em nossos dias tão cheios de tecnologia, de rapidez e de insanidade, onde os sentimentos humanos muitas vezes parecem não existir mais, onde na presença do progresso, da evolução vertiginosa das coisas não há espaço para a sensibilidade. Mas onde percebemos, que pelo contrário, as pessoas andam solitárias e carentes de afeto. O progresso muito acelerado de nossos dias nos afastou da nossa essência humana. Um caminho de volta ao nosso destino de felicidade e de encontro com o outro, do nosso autoconhecimento, pode ser feito através da poesia.

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Nota da autora do artigo: Embora nos dicionários conste o feminino da palavra “poeta” como “poetisa” optei por usar em meu texto o termo “poeta” ao me referir a Cecília Meireles porque ela própria exigia ser chamada assim , ela atribuía à palavra “poetisa” uma conotação pejorativa, sendo aquela mulher (qualquer uma) que faz versos, já o “poeta” significava para ela uma autora de mérito, equivalente aos homens que foram consagrados na literatura por escrever poesia. Em seu famoso poema Motivo, ela escreve:

 “ Não sou alegre nem sou triste

  Sou poeta”

Por se tratar de um texto sobre essa grande mestra nada mais justo do que respeitar a opinião dela. (fonte dessas informações: www.jornaldepoesia.jor.br /José Peixoto Junior/Dab Abi Chahine Squarisi)

Artigo escrito por Ivana Lopes – Tradutora, Escritora e Colunista, estão todos convidados a conhecer minha página de trabalho no facebook : Tradutora Ivana Lopes

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 e meu site Mestres da Literatura http://ivanascl168.wixsite.com/meusite

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http://enciclopedia.itaucultural.org.br

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Foto (de livre domínio público)

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Meu nome é Ivana Lopes sou tradutora formada em Letras pela PUC. Além de traduzir gosto muito de ler e de escrever e sou apaixonada por literatura. A tradução acabou me dando ferramentas que me levaram a escrever meus próprios textos. Estou muito feliz em ter uma coluna na Arca Literária, vou publicar aqui artigos que falam dos grandes mestres da literatura brasileira e mundial. Tenho diversos artigos publicados em outros blogs e no meu próprio site (Mestres da Literatura) http://ivanascl168.wixsite.com/meusite. Escrevo sobre literatura porque desejo incentivar a leitura dos grandes escritores e poetas, ao escrever sobre suas vidas procuro despertar a curiosidade dos leitores pelas suas obras. Acredito muito no valor da leitura como uma forma de transformação da sociedade.

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