A mansão da pedra torta – Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

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Nunca fui de literatura espírita. Nem os muitos anos trabalhando em livrarias me estimularam. Assisti à alguns filmes que abordam a temática, contudo jamais havia me interessado em livros. Fui convidado a ler um deles. Topei o desafio e deixo aqui as minhas impressões.

“A Mansão da Pedra Torta” é um romance do espírito Antonio Carlos, psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho. A Editora Petit relançou a obra em 2015. Possui 189 páginas. A estrutura física do livro é excelente: capa bonita, capítulos bem divididos, qualidade do papel muito boa, tamanho da letra ideal. Vera Lúcia é conhecida também por outras obras psicografadas, talvez a mais famosa delas seja Violetas na Janela.

O livro conta a história de Ana Elizabeth, jovem professora que busca uma vida melhor para si. Ela se depara com um anúncio no jornal. Estão recrutando alguém que lecione francês e inglês para ensinar a uma criança. Ana se enquadra no perfil e decidi ir fazer a entrevista. É selecionada.

O destino fica distante de onde a moça mora, mas para ela não será problema. Precisa do emprego. Além disso, terminou recentemente com o namorado. E também a garota não suporta mais as constantes discussões entre seu pai e sua mãe. Viver um tempo fora poderá ser um alívio.

Ao chegar, Ana Elizabeth fica encantada com a estrutura da mansão. É apresentada aos demais serviçais do local e recebe as orientações em relação ás refeições, horário de trabalho e locais que pode e não pode circular dentro da mansão. Conhece também Cirilo, o garoto a quem irá ensinar. Ele sofre com um tipo de enfermidade.

Aproveitando seus momentos livres, a professora resolve explorar a mansão, obedecendo aos limites permitidos. Ela fica impressionada com a quantidade de quartos para tão poucas pessoas. E será nesses momentos livres que Ana terá surpresas.

Por meio de sonhos e visões, ficará frente a frente com o seu passado. Descobrirá que há reconciliações a fazer, débitos a pagar. Reencontrará pessoas amigas e outras não amigas também.

É uma leitura fácil. Leve. Para quem conhece, gosta e/ou faz parte do mundo espírita é possível que tenha uma impressão mais apaixonada da história. Para aqueles (as) que não se enquadram nesse perfil, poderá ser um bom entretenimento.

Resenha de Renato Neres, resenhista do Arca Literária

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