A Língua do Pulsar – Leonardo Lopes da Silva

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Esse livro chegou em minhas mãos novamente pela Chiado Editora, segundo trabalho que realizamos com ela, e mais uma vez minha satisfação é imensa. Mas deixarei para falar da editora no final da resenha. Vamos à obra!
O livro trás a grande coletânea de poemas do autor Leonardo Lopes da Silva. Falando primeiramente do autor, o Leonardo nasceu aqui no Rio de Janeiro e desde muito cedo escreve seus cantos. Ele é formado em Letras e atua desde os 19 anos como professor de idiomas.
A obra trás consigo poesias excelentes que fazem o leitor refletir sobre o que sentimos, sobre o que falamos, sobre o que vivemos, sobre o que amamos. Os sentimentos de quem lê acabam sendo induzidos pelos poemas, levando o leitor a um estado de bem-estar muito diferente.
Alguns dos poemas vão requerer muita interpretação, até porque alguns podem ser classificados como “abstratos” dentro da categoria poesia, outros (para mim) se assemelham muito com a poesia concreta a qual estudei na Universidade. Outros poemas serão auto-explicativos e você terá apenas de ler e a magia acontecerá.
Você não precisa entender a fundo a teoria da poesia, tampouco precisa ser um expert em crítica literária para compreender a obra. Os poemas falam por si só! Sempre empolgantes, sempre alucinantes, sempre surpreendentes.
Dentro da coletânea existem divisões. Alguns poemas são datados de sua adolescência, outros são categorizados como frutos de sua imaginação, ainda outros levam o nome dos clamores da puberdade. Em geral, fala-se de amor, de esperança, de dor, da rotina, da tristeza, da paixão, da ilusão, da loucura, da ambição, da fé, entre muitos outros temas.
O livro ainda possui a grande habilidade de nos trazer idiomas diferentes. Há dentro dele inúmeros poemas compostos em língua inglesa, dividindo espaço com o português. A obra vai agradar literalmente todos os amantes de poesia, seja ela portuguesa ou inglesa.
Entre as minhas favoritas, separei dois trechos que realmente me fizeram refletir muito:

Trecho de: A Última

“Flechas poderiam ser mortais sempre soube
agora o sangue sobe e borbulha em direção
à consciência ‘você me deve, você me deve’
Cheio da antiga vergonha, da antiga vontade
de falar pensar usar partes proibidas de meu corpo.”

Esse primeiro trecho, da coletânea Adoidescente nos faz lembrar exatamente do pavor que temos ao nos descobrir durante a adolescência, e o poema inteiro em si trás memórias constantes do que vivemos, isso eu garanto.

Trecho de: Esperando o amanhecer

“Mais um segundo. Teus lábios desabrocham desfilam
por completo
uma procissão de luzes de flores anunciando mais um dia
em minh’alma.”

O trecho da sessão Alucynado remete a paixão, talvez platônica, que temos e da renovação que sentimos do sentimento aflorado ao ser consumido pela chama acendente e do fulgor apaixonante do corpo proibido a que temos contato. Claro, essa é a minha interpretação, não sei se todos a teriam de forma idêntica, mas para mim eu senti isso ao ler 😉

Por fim, digo apenas que você apaixonado deve ler essa obra, mastigas suas folhas e ingerir suas palavras do começo ao fim, porque na poesia você encontrará o complemento necessário para dar uma pitada de paixão em sua vida.

Resenha de Iago Victor do blog Fixação Literária

(resenha disponibilizada pelo autor para efeito de divulgação)

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