A Irmandade de Copra – Caroline Defanti

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Realidade e ficção, muitas vezes, travam embates homéricos. Quando o assunto é futuro então, a caixa de Pandora se mostra enorme e muito criativa! Existe um charme todo especial na literatura fantástica, principalmente quando vem assinada com o talento e a mente de um autor nacional.

É mais que um orgulho, quando o autor que se apresenta é uma jovem estudante de letras. Neste cenário, o que dizer? Perfeito!
É uma delícia encontrar livros criados nestes tons. E assim é com o livro Irmandade de Copra – A Irmandade, da jovem carioca e estudante de Letras Caroline Defanti, publicada sob o selo da Editora Arwen.

O primeiro volume da série, desenhada em um futuro bem distante, conta a história de um universo adaptado e modificado de acordo com a necessidade dos humanos que sobreviveram a destruição do planeta Terra.

Sem opção e para se salvarem, os humanos colonizaram a lua e, posteriormente, Marte. Neste ínterim, extraterrestres chegaram a Terra, a curaram e fizeram do refeito, lindo e novo planeta, seu lar. Contudo, os seres humanos, ávidos por voltar ao seu planeta natal, começam a criar novas raças hibridas, misturando o DNA humano com os alienígenas, criando assim a Irmandade de Copra, um grupo talentoso e mais que especial, que será usado para fins comuns e humanitários.

Mas todos estes novos soldados têm uma história, uma personalidade e um caráter. Mesmo sendo treinados para lutar e defender sua espécie, alguns deles se veem frente à questionamentos e sentimentos conflitantes, quando travam conhecimento com alguns destes alienígenas que povoam a terra.

– Olhe só para a Terra, Chess. Ela está voltando a ser bela, como antes de o ser humano machucá-la. Os Copranos a estão curando aos poucos.

– Ela apertou os braços em volta dos joelhos. – Nós nunca vimos nosso planeta natal em seu melhor estado.

Serão os Irmãos capazes de conquistar seu planeta natal a qualquer preço? Os serenos e pacatos alienígenas, chamados Copranos, sucumbirão a linguagem da violência usada pelos Irmãos?

Só saberemos lendo a coleção Irmandade de Copra.

O ponto negativo deste tipo de compilado é que o leitor sofre até conseguir ler todos os volumes de descobrir os desfechos criados pela autora. O ponto positivo é ansiar por ler todos os outros livros desta coleção!

Então Caroline, que venham os próximos volumes da série!

 Resenha de Roberta de Souza, colunista e resenhista do Arca Literária

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