A História Esquecida da Hospedaria na Estrada – C.A. Saltoris

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Recebi o desafio de ler este livro. O primeiro contato causou-me estranhamento: achei o título grande demais; a capa estranha; e foi publicado por uma editora cujos livros que já conheço não me empolgaram.  Para completar, o início dele para mim foi chato, cansativo, desestimulante. Mas continuei. E terminei com a satisfação de ter mergulhado numa narrativa extraordinária.

Trata-se de “A História Esquecida da Hospedaria na Estrada” lançado no ano de 2015 pela portuguesa Chiado Editorial. Possui 351 páginas e foi escrito pela brasileira C. A. Saltoris, que vive atualmente na Alemanha.

O que parecia, a princípio, um enredo de terror, é na verdade uma aventura. Uma aventura recheada com muito suspense e drama romântico. Nessa jornada é praticamente impossível não identificar-se ao menos com um dos personagens, e ficar na torcida para que ele ou ela alcance o seu objetivo.

A historia é narrada por Chronos , o Senhor do Tempo. Ele, em determinado momento assume a identidade de Chistopher, um adolescente que se hospeda no local e morre por meio de… não vou estragar a surpresa (essa parte é bem interessante!).

Mathew Roberts recebe a notícia que seu irmão, Andrew, está em coma depois de ter sofrido um acidente. Ele viaja para encontrá-lo e no meio do caminho é atraído para S’mentry Manor, a hospedaria que fica na estrada. Chegando lá ele é recebido pela proprietária, a bela Linumê e ocorre atração mútua. Só que a dona do estabelecimento não pode usufruir deste tipo de sentimento por um humano, pois ela é uma fada.

Nas primeiras páginas Chronos contará a história de como surgiu a hospedaria e de como Linumê tornou-se proprietária dela. Também nestas páginas iniciais será revelado ao leitor que tipo de ser a bela jovem é e quais suas obrigações aqui e entre os mundos.

A história não é linear. Em certos momentos algo que aconteceu lá atrás é contado. Também não se localiza apenas no ambiente da hospedaria. Os fatos ocorridos entre os familiares de Mathew são descritos pelo Senhor do Tempo, que a tudo presencia.

A autora teve a preocupação de não deixar o menor detalhe sem explicação. São muitos os pormenores, mas nada fica sem sentido.

Tem alguns capítulos que me agradaram de forma mais intensa. E foi a partir deles que meu interesse pela leitura foi despertado e aumentou gradativamente. São os momentos em que a história se passa no “Mundo dos Sonhos”. São momentos muito cativantes e bonitos.

Aproveite a dica e mergulhe de cabeça. Sem restrições.

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2 Comentários

  1. C. A. Saltoris,

    foi um prazer mesmo ter mergulhado neste mundo, e ter vivenciado as emoções dos personagens.

    O Tempo realmente é um ser peculiar, com suas idéias e não adianta muito ir de encontro à Ele.

    Espero poder futuramente apreciar outro livro seu.

    Abraços.

  2. Oi Renato,

    primeiramente, muito obrigada por você ter insistido e dado uma chance a um dos meus mundos. Fico feliz que tenha gostado. De coração. Não é exatamente fácil deixar-se navegar no meu mar de esquisitices.

    Segundo: eu concordo com você, eu também acho o título grande demais e se quer saber, por mim, o livro tinha começado no capítulo 6. Mas acredito que a sua experiência entre os mundos deve ter te mostrado que meu narrador tem uma personalidade um tanto quanto forte… Digamos, não se discute com o tempo. Foi ele que quis assim. Soa esquizofrênico, e talvez até seja, mas é a mais pura verdade. Brigamos muito durante o processo de criação.

    Novamente, obrigada.
    Abraços!

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