A Garota Perfeita – Mary Kubica

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Mia Dennett é uma garota de 25 anos. Família rica. Independente. Trabalha em uma escola.  Ela marca com o namorado em um bar, à noite. O cara liga, diz que não poderá ir por causa do trabalho. Desculpa de sempre. Ela se chateia. Está cansada desse “chove não molha”. Decide ir embora, quando é abordada por um desconhecido. Colin. Alguns minutos de conversa e ela aceita o convite de ir até ao apartamento dele. A noite promete. Mas não será o que ela espera.

“A Garota Perfeita”, o primeiro livro da estadudinense Mary Kubica é uma historia de suspense que mexe com a imaginação do leitor(a). Lançado nos EUA no início de 2015 foi publicado no Brasil pela Editora Planeta este ano. São 334 páginas que conseguimos devorar em dois, três dias. O rosto estampado na capa retrata bem a imagem descrita de Mia.

Colin Thatcher recebe investidas da garota ao chegar no apartamento, mas não perde o foco. Tem uma missão: levá-la até Dalmar, o homem a quem ele já prestou pequenos serviços anteriormente. Desta vez a coisa é maior: raptar a moça, leva-la ate um local pré-determinado. Receberá um valor considerável, dinheiro que ajudará e muito Colin a resolver as suas pendências financeiras.

Acontece algo: no caminho até o local de encontro, o rapaz simplesmente desiste de entregar a garota, e segue viagem até chegar á uma cabana gelada distante de tudo e de todos, em Minnesota. É nesse ambiente isolado e privado de muitas coisas que Colin e Mia passarão os seus próximos dias. Medo, perigo, desconfiança, violência, solidão, tristeza, fome e outros ingredientes rechearão a convivência dos dois. E as fraquezas e desejos de ambos serão expostos.

Além do casal, outros personagens irão compor a trama e terão relevância considerável para o desfecho do caso: James Dennett, pai de Mia, homem importante no mundo jurídico, mas indiferente à família; Eve, mãe da garota, que sofre com o seu desaparecimento e com a forma do tratamento dispensado pelo marido e Gabe Hoffman, detetive responsável pelas investigações.  Gabe sabe que o sucesso na solução do caso determinará o seu futuro profissional.

A narração é feita de maneira atemporal; eu particularmente gosto de enredos que não seguem uma cronologia rigorosa dos fatos. Cada capítulo é contado em primeira pessoa por um (a) determinado (a) personagem, e a maioria deles é descrito como “antes” ou “depois”. O que marca essa separação é a localização da garota.

Aquela sensação de “eu já vi isso antes” fica pairando em determinados momentos enquanto a leitura transcorre.  É raro encontrarmos algo totalmente original quando se trata de romances, sejam eles de suspense ou não. No caso de “A Garota Perfeita” eu diria que as surpresas reservadas nos últimos capítulos não decepcionarão de forma alguma o leitor ou leitora que se dispuser a mergulhar nessa historia.

Resenha de Renato Neres, resenhista do Arca Literária

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