A filha da Feiticeira – Paula Brackston

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Sinopse: Cada era exige um novo diário. Assim sendo, começa este livro das sombras. Após a morte, em 1628, de toda a sua família, a menina Elizabeth, de 15 anos, consegue abrigo com o bruxo Gideon Masters. Contudo, ele a aprisiona e a inicia na magia, tornando-a um ser eterno. Com a fuga da jovem, anos depois, o tutor a persegue ao longo dos séculos, passando por momentos importantes da história da humanidade.
Com traços de romance histórico e elementos de fantasia, A Filha da Feiticeira é uma arrebatadora iniciação no mundo mágico, embora perigoso, da feitiçaria. É impossível esquecer essa heroína forte e independente, que sobrevive a pragas e guerras, na busca por se manter fiel a seus princípios.
A autora descreve com destreza épocas e locais distintos ao longo dos tempos, como a Inglaterra de 1628, a Paris de 1917 e os dias atuais. Para isso, Paula Brackston pesquisou durante anos as características das sociedades que lá viviam. No fim, uma certeza: o desejo urgente por uma continuação.
Uma saga de inocência, entremeada de fantasia. Uma história repleta de magia e feitiçaria, ideal para aqueles que buscam uma trama fascinante. O livro é maravilhosamente escrito, possui personagens bem-construídos e uma trama que prende o leitor até o fim.


Resenha: A primeira coisa que me chamou a atenção no livro foi à capa. Depois o assunto, magia, bruxas, peste negra. Esses são alguns dos elementos que compõem o livro. Li alguns comentários negativos sobre a história, mas como gosto de ter minhas próprias impressões sobre qualquer assunto resolvi ler o livro e não me decepcionei.

O li antes da série Amada Imortal da Cate Tiernan, estava na fase “em busca da magia” acho eu.

O livro começa com a personagem Elizabeth chegando de mudança em Willow Cottage, num vilarejo chamado Matravers. A casa que ela comprou para viver uma nova vida é aconchegante e possui uma bela vista de um bosque.

Ela evita se mostrar demais, afinal é diferente. Tem longos cabelos acobreados, longos mesmo, com uma mecha branca no lado direito da testa. Ela é alta, jovem, bonita e envelhece lentamente, muito lentamente. Aparenta ter 50 anos, mas tem muitos mais, tipo uns 384 anos. Bem, um aviso, o livro não vai te ensinar a praticar magia. Mas Bess ajuda muitas pessoas vendendo unguentos, cremes que ela mesma fabrica com ervas.

Outra coisa que adorei no livro, e que é do universo de uma bruxa, é a casa da Bess. O jardim onde ela cultiva as ervas, a cozinha… E o livro de magia onde ela guarda suas receitas. Nessa mudança ela vai conhecer uma jovem de dezesseis anos chamada Tegan. Uma jovem deslocada, solitária que vai ajudar Bess a entender melhor o passado e o futuro.

A história é narrada em dois tempos, passado e presente através do diário de Bess, achei isso muito interessante do ponto de vista da compreensão do livro. Porque poupa o leitor de capítulos extensos e descrições desnecessárias. Então em 1628 quando Elizabeth, ou Bess, perde o pai, o irmão e a irmã mais nova para a peste. Ela e sua mãe sobrevivem e isso provoca suspeita e perseguição para ambas.

Bess é uma sofredora e sem que possa fazer nada vê a mãe ser acusada de bruxaria. Os fenômenos sobrenaturais estão presentes na narrativa como um quadro dantesco de demônios e espíritos da floresta.  Bess sabe que é a próxima. Ela consegue abrigo com um bruxo o qual sua mãe confiava, Gideon Masters, um homem sinistro com poderes obscuros. Ele a inicia na magia e ela passa a confiar nele como um professor. Algo que muda quando ela descobre seu verdadeiro eu. Bess foge e Gideon passa a persegui-la ao longo dos séculos.

Ai é que a coisa fica interessante, pois teremos a chance de acompanhar Bess em algumas de suas vidas ao longo dos séculos e em momentos importantes de nossa história.

O livro fala de perda, magia, amor, amizade, descobertas e crescimento. De dedicar-se a algo e crescer interiormente. O final me deixou com gosto de quero mais. Mas às vezes uma continuação ruim pode destruir uma boa história. Assim fiquei satisfeita com o desenrolar dos fatos.

Resenha de Nazarethe Fonseca, resenhista do Arca Literária

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