A Escolhida – Amanda Ághata Costa

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Mais uma vez cai em minhas mãos um tema que eu odeio e que (durante a leitura) acaba me surpreendendo! “A Escolhida”, escrito pela catarinense Amanda Ághata Costa é mais um exemplo de que qualquer tema escrito com disciplina e sensatez garante a excelência. Há alguns anos eu ensinei em uma postagem sobre escrita que “literatura fantástica não é literatura ilógica”; isto é, tudo precisa ter um motivo para estar apresentado na obra.

“A Escolhida” é mais uma história de amor e ódio, porém na perspectiva do vilão. Fugiu bastante do estereótipo vampiresco (o que eu detesto) e nos apresenta uma história surpreendente e com narrativa objetiva.

Ariali é uma jovem entidade dividida pelas amarguras do passado. Tomada de ressentimentos e  revoltas, ela tem duas linhagens (angélica e demoníaca) e começa a sentir o seu lado maligno  balançado ao conhecer um feiticeiro com caráter tomado de nobreza e gentilezas. A menina é chata, nos faz odiar logo de início, mas ao decorrer das páginas, se descobre uma vilã sábia e cativante. E são tantas reviravoltas abertas no livro que já nos deixa aflito para o desfecho nas obras seguintes.

Alguns podem até questionar: “Pô, mas os anjos não são assexuados?! E onde já se viu um anjo se relacionar com um demônio e gerar uma filha?!”, etc.

A minha resposta: Nos quadrinhos, nos desenhos animados e nos cinemas existem personagens de linhagens e origens das mais indigeríveis possíveis e não podia ser diferente na literatura.

Livro recomendado não somente como passatempo como também como modelo de exercício literário. Parabéns à autora.

Resenha de Leo Vieira, resenhista do Arca Literária e do blog Antro Literário 

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