Michaelly Amorim

0
623

1. Fale-nos um pouco de você. 

Meu nome é Michaelly Amorim, sou Cearense e moro na cidade de Juazeiro do norte, no momento curso o 4° semestre do curso de Enfermagem na Universidade Regional do Cariri. Tenho 21 anos e escrevo desde os 14 para mim mesma, mas só comecei a publicar meus livros para os outros lerem através do wattpad em 2015, e desde então já escrevi 4 livros e diversos contos.

2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu não trabalho uma vez que a minha faculdade é nos dois períodos, então meu tempo é dividido entre minha vida pessoal e meus livros. Comecei a escrever por que como eu lia muito os livros começavam a se tornar previsíveis, e eu sempre buscava algo que fugisse do obvio. Então decidi escrever algo que eu gostaria de ler, e foi assim que tudo começou.

3. Qual a melhor coisa em escrever?

Acredito que é poder levar as pessoas que leem a uma viagem para mundos completamente diferentes do nosso. É saber que algumas delas se refugiam nas páginas de um mundo que você criou. É poder proporcionar diversas emoções para o leitor.

4. Você tem um cantinho especial para escrever?

Eu escrevo pelo celular diretamente no wattpad, que é onde posto inicialmente minhas histórias, então eu acabo tendo vários “cantinhos”, pois normalmente assim que a inspiração bate eu escrevo, seja dentro do ônibus, seja no sofá da sala, ou quando estou deitada na cama. Então qualquer lugar é meu cantinho. Entretanto depois de terminar as postagens no wattpad, eu desenvolvo melhor a história no computador, onde acrescento capítulos, reviso e reorganizo a história para que ela fique melhor e sem pontas soltas ou sem nexo.

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu escrevo fantasia e romance de época. Já sim, mas apenas em contos, já escrevi contos de terror, romance, drama, ação e aventura.

6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Tenho 4 livros concluídos e três em desenvolvimento. E a inspiração para o nome aparece de forma natural quando eu vou escrever um livro novo. É a primeira coisa que me vem a mente na hora de começar uma história nova. Já os nomes dos personagens eu coloco à medida que eles vão aparecendo na história. E nem sempre eu tenho facilidade em pensar em um nome, então alguns acabam se repetindo entre um livro e outro.

O meu primeiro livro se chama Filhos de Abel, é um livro de fantasia que conta a história de Angeline, uma garota que se vê jogada em meio a uma guerra milenar de cainitas (vampiros) e Abelitas (Caçadores). Com a guerra se tornando cada vez mais presente, e os refúgios sendo atacados pelos cainitas, eles precisam ir e levar os mais novos para um lugar seguro enquanto se organizam para entrar de vez na guerra. E é ai onde a aventura de Angeline começa, pois ele tem que aprender a lutar para sobreviver aos ataques.

O segundo livro que comecei a escrever foi O canto da Coruja que é um conto de fadas baseado na lenda da Rasga-Mortalha, uma lenda Nordestina que diz que quando uma coruja rasga-mortalha pia sobre sua cabeça é porque alguém da sua família (ou você) vai morrer. O livro não tem terror, mas tem muita aventura e uma pitada de comédia. Além de muita magia e aquele gostinho de contos de fadas.

Outro livro meu, mas que eu uso um pseudônimo para escrever é A ilha da Sereia, um romance hot com sereias, com um toque de mitologia e fantasia, que conta a história de Dione, uma sereia que evita cantar perto de humanos para não seduzi-los e assim acabar fazendo com que eles se liguem a ela e se afoguem por causa da ligação. Entretanto ela terá que confiar em um homem uma vez que um tritão ameaça sua vida e a faz fugir de sua casa em Oceana.

E por ultimo e meu novo xodó, Como seduzir um Conde, um romance de época (o primeiro de uma série) que conta a história de Lady Elizabeth Fernoy e de Daniel, o Conde de Dorset, ela jurou nunca se casar sem amor e ele jurou que nunca mais confiaria em uma mulher. Eles se conhecem quando Lizzie vai passar uma temporada na casa de Daniel a pedido de Lady Margaery, tia do Conde e Condessa Viúva de Dorset. Assim que se conhecem eles se estranham e ele desconfia dela. Decidida a fazer o conde perceber que nem toda mulher é fútil e interesseira, Lizzie decide ser amiga de Daniel, que secretamente tinha apostado com a tia que conseguiria desmascarar Lizzie. Mas aos poucos ele vai perceber que Lizzie não é nada disso que ele acredita e talvez ela o faça acreditar de novo no amor. Mas Lizzie descobre da pior forma possível que será obrigada a arrumar um marido para garantir o futuro de seus irmãos.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Nos meus livros de fantasia eu criei a parte “mística” dos livros, como eu lia muito acabei adquirindo alguns conhecimentos sobre mitologia, criaturas fantásticas e outros seres e mundos. Então acabei colocando parte do que eu conhecia nessas histórias. E sempre pesquisando em sites e outros livros as coisas que não tinha tão domínio assim. Mas devo confessar que nenhuma das de fantasia me custou tanta pesquisa quanto a de romance de época, essa eu passava horas na internet procurando algo que pudesse responder as minhas dúvidas a respeito da época em que elas se passam.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Olha, eu gosto muito de ler, e tenho muitos escritores que eu amo. Então citar apenas um seria uma desconsideração com o restante, principalmente os de fantasia. Mas acredito que minha escrita por ser leve se assemelhe mais a escritores de fantasia um pouco mais contemporânea, apesar de amar os de fantasia épica e alta fantasia. Já meus livros de romance de época posso dizer sem dúvidas que minha inspiração é a Sarah Maclean, Julia Quinn e Hanna Howel. Sou apaixonada pelos livros dessas mulheres.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

O único livro que submeti a editoras foi O Canto da Coruja, e ele foi aceito em todas. Os outros não tive coragem ainda, mas quem sabe futuramente não os submeta a alguma editora… Por enquanto eles vão continuar na Amazon.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

É bom ver que o numero de leitores e autores estão crescendo, conheço muitos escritores que são excelentes naquilo que fazem, e vejo que em breve teremos ainda mais nomes conhecidos mundialmente de escritores brasileiros e torço por isso. Mas o brasil ainda precisa de mais leitores, mais incentivo a leitura e mais acessibilidade aos livros.

11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

O boom ele é bom e ao mesmo tempo ruim, é bom porque aumenta a diversidade do mercado de livros, e é ruim, pois como você mesma disse, tem livros que são muito bons e outros desesperadores, então dependendo de qual o leitor vai ter contato inicial, pode tanto abrir a porta para outros autores nacionais, como fechar de vez e jogar a chave fora, e esse leitor desistir de vez da nossa literatura.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Eu acho desanimador para o autor nacional, pois ter que competir com livros de autores de renome que custam bem menos, acaba com que os livros nacionais, de autores não tão conhecidos, continuem ficando na prateleira na hora de escolher qual livro levar. O valor exagerado diminui as chances de venda para o autor, uma vez que nem sempre podemos pagar um valor elevado pelos livros, ainda mais nessa crise financeira em que vivemos.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

A série O clube dos Canalhas, da Sarah Maclean

E a Série Os Wherlocke, da Hanna Howel.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Pergunta difícil, eu não consigo ler e nem escrever ouvindo música, e essa é uma tarefa difícil pra mim, mas vamos lá. Para filhos de Abel a música seria Fight Song, da Rachel Platten, para O canto da coruja seria música Mit Dem Wind da banda Faun. Como seduzir um conde eu só imagino com uma trilha sonora repleta de músicas clássicas (Beethoven, Bath, Mozart e por ai vai). Pra Ilha da sereia eu só me lembro da música do Filme Piratas do Caribe – A flecha do Cupido. Rsrsrsr

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Olha, é difícil escolher um só dentre tantos bons que li, mas um que eu li e que se tornou automaticamente o melhor livro que eu já tinha lido foi O nome do Vento.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Preciso retomar os projetos antigos que ficaram em pausa:

Terminar de escrever a série herdeiros do Sangue que começou com Filhos de Abel. No caso escrever o livro “2” (que na verdade é a outra face do livro 1) e Livro 3 que é o desfecho da guerra.
E tenho que escrever também A redenção de Ondine (2° Livro da Ilha da Sereia) outro livro independente, mas que faz parte da série: A ilha da Sereia.
Mas no momento quero terminar logo a série Amores Indecentes que a que estou escrevendo atualmente.

Como não se apaixonar pelo Duque (2° Livro da Série)

Como Irritar um Marques (3° Livro da Série)

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Normalmente acompanho apenas alguns já conhecidos, os que sigo, e os que tenho amizade. Normalmente acompanho mais de livros nacionais que eu já tenha lido ou que esteja querendo ler. Acredito que toda crítica é uma ótimo feedback, ajuda bastante o autor e direciona melhor os leitores.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Dá medo essa pergunta. Kkkk. E é difícil escolher. Sinceramente eu não sei. Nunca fui de ter ídolo, ser fã de carteirinha, ou algo assim. Mas eu ficaria encantada e (completamente nervosa) se alguma autora famosa (Julia, Sarah, Hanna) lesse meu livro de romance de época.

19. Qual a maior alegria para um escritor?

Ter seu livro indicado por alguém. É uma emoção tão grande quando alguém indica seu livro. Chega os olhinhos enchem de lágrimas de felicidade e orgulho.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os Leitores eu gostaria de mandar um abraço bem apertado e dizer pra eles nunca desistirem da gente, pois não somos nada sem eles. E pra quem tá se aventurando no mundo da escrita não desista de seu sonho, se ser um escritor é seu sonho: corra atrás, busque por onde fazer seu sonho se tornar realidade, e não desista em nenhum momento.