Ed. Revan

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Fantasias – Nilma Gonçalves Lacerda – Como Sheherazade, Alice abre um baú do qual vai tirando fantasias, fantasias e histórias, brincando e dançando com elas. A mãe, que não está disposta a bagunças, lhe faz uma série de advertências, que a filha não ouve, virando em índio, em pirata, em bailarina. Em que mais vai virar esta menina?
Sabe parque de diversões? Sabe trem-fantasma, com um susto atrás do outro, um sorriso depois do outro, uma surpresa em cada canto? Pois este livro é assim.
Você acende todas as luzes da imaginação e vai vestindo uma porção de fantasias. E viaja. E mergulha num monte de histórias, na pele de personagens queridos e fantásticos, como a menina do livro. Sem limites. Como a fantasia, país sem fronteiras de tempo ou de espaço.
Abra todas as portas de sua sensibilidade e divirta-se neste parque criado com delicadeza pela Nilma e ilustrado com graça pela Christiane.

Fingimentos – Nilma Gonçalves Lacerda – “Numa aula de História, Ulisses se distrai, entra na aventura de Vasco da Gama. Heitor, seu colega chama a atenção dele, mas a cada nova aula, o garoto vai entrando na pele de um outro personagem: Santos Dumont, Albert Sabin, Carmen Miranda, Peter Pan. Heitor está para desistir do amigo, quando se pergunta: que portas são essas que Ulisses conhece tão bem?
Com um ritmo rápido, ao gosto da criança deste fim de século, Ulisses visita personagens da ficção e figuras históricas que há muito mereciam ser oferecidas ao público infanto-juvenil com melhores olhos, palavras, sedução.
A virtualidade das cenas que se desenvolvem na cabeça do menino Ulisses faz lembrar a linguagem dos vídeo-games, mas traz de forma viril o passado. Nesse ziquezague no tempo e no espaço, a narrativa vai deslizando, expondo nossas raízes lusas. Não É por acaso que o livro se abre co Vasco da Gama e se fecha com Fernando Pessoa.
Ousadia falar deste poeta a crianças e jovens? Sem dúvida, uma delicada ousadia.

Finalmente – Nilma Gonçalves Lacerda – Quase todo mundo quer ter um animal de estimação, ou pelo menos já pensou nessa possibilidade. Vitória quer ter um animal em casa. Ela mora com o pai num apartamento pequeno e nas férias sempre viajam. Diante dessas condições – é o que seu pai sempre diz -, fica impossível ter qualquer bichinho.
Impossível? Não para Vitória, que em sua determinação, sabe que viver é feito à mão. Sem se zangar com as promessas nunca cumpridas pelo pai, a quem doa seu afeto e com quem generosamente divide seus sonhos, acaba fazendo com que ele resgate a própria imaginação.
A leitura é o espaço da imaginação e do real, da informação e da reflexão, enfim, é o espaço da biblioteca, das alegrias e tristezas do homem, dos pequenos e dos grandes feitos. A literatura é generosa. E Nilma Lacerda sabe fazer literatura. Ela doa ao leitor aquilo que Barthes chama sapientia: um pouco de saber, nenhum poder e o máximo de sabor.

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