Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley

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Distopia é um tema muito fascinante para mim e claro não pude deixar de conferir este clássico escrito em 1931. Assim como em 1984 esse livro me deixou muito inquieta.

 A história é futurista e se passa após a Guerra dos Nove Anos, onde as ideologias de Henry Ford regem o mundo, que se divide em antes e depois de FORD, e fazem referência a ele como nós fazemos hoje com Jesus Cristo e Deus.

 A trama mostra um mundo onde não se crê mais em Deus, os seres humanos são feitos de proveta como se fossem em escala de produção e ter um filho é considerado um ato obsceno. Não existe mais o conceito de família, pai e mãe, a monogamia é proibida.

 “O mundo estava cheio de pais e, em conseqüência, cheio de aflição; cheio de mães e, portanto, cheio de toda espécie de perversões, desde o sadismo até a castidade; cheio de irmãos e irmãs, de tios e tias cheio de loucura e suicídio.”

 Não existe amor e o sexo é tratado de forma promíscua, para satisfazer e não procriar. As crianças são estimuladas desde cedo com jogos eróticos, para tornar essa condição de naturalidade e banalidade.

 “Revelou a espantosa verdade. Durante um período muito longo antes de Nosso Ford, e até no decurso de algumas gerações ulteriores, os brinquedos eróticos entre as crianças eram considerados anormais (houve uma gargalhada); e não somente anormais, mas positivamente imorais (não!); e eram, portanto, rigorosamente reprimidos.”

 O mundo é dividido em sistema de castas, os seres humanos são condicionados desde feto a sua condição de casta e o sistema, a não ter medo da morte, a não “pensar”, são sempre felizes e o uso da droga chamada SOMA é liberado, que pelas semelhanças podemos associar as drogas que temos atualmente.

 Neste mundo perfeito foi descoberta a fonte da juventude, ninguém adoece ou envelhece, tudo é perfeito e o ser humano vive como se fosse máquina e vive na ignorância.

 Ainda existem grupos isolados que não cederam a este novo mundo, que vivem como antigamente, como nossos índios de hoje vivendo em reservas. Então que Bernard um membro da casta alfa (uma das castas mais altas), que se sente diferente até biologicamente dos membros de sua casta, resolve ir visitar uma reserva de “selvagens” com Lenina e lá acabam conhecendo Linda, que há muitos anos atrás se perdeu do mundo novo em uma visita e ficou por lá.

 ” São fatos desagradáveis, eu sei. Mas é que a maioria dos fatos históricos são mesmo desagradáveis.”

 Não vou falar mais da trama para não soltar spoiler, mas recomendo muito a leitura e espero ver o filme em breve, vale muito a pena. E tem uma continuação escrita muitos anos após chamada Regresso ao admirável mundo novo que estou super curiosa, não se permanecem os mesmos personagens pois a sinopse é muito vaga, mas estou curiosa devido há muitas críticas positivas.

Resenha de Danielle Peçanha, resenhista do Arca Literária e do Minhas Resenhas

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