10 livros que estragaram o mundo – Benjamin Wiker

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Qual livro você acredita ter sido uma perda de tempo na sua vida?

Na minha, definitivamente, foi um daquela antiga coleção que nós éramos obrigados a ler na escola, que tinha encarte no final e que a escola dava “prova do livro”.

Esses anos foram bons e ruins para mim, consegui amar a “virgem dos lábios de mel” mas odiei um do Jorge Amado. Mas isso é a minha visão. Conheço pessoas que não entenderam Iracema e acham o autor de Gabriela um ótimo autor, não nego isso, só não gostei do livro, aquele dos meninos.

O livro 10 livros que estragaram o mundo é um livro que o ponto de vista do autor é muito radical.

Para começar, achei o título muito forte e antes de ler me questionei se tinha algum livro no mundo que realmente tinha estragado o mundo.

Sabe o que mais achei engraçado… já li a maioria, e sinceramente não vi essa cocada toda não.

O livro é dividido em três partes, estragos preliminares, grandes estragos e menção desonrosa.

Nos estragos preliminares estão Maquiavel, Descartes, Hobbes, Rousseau.

Os grandes estragos contemplam Karl Marx, Friedrich Engels, John Stuart Mill, Charles Darwin, Nietzsche, Lênin, Sanger, Hitler, Freud, Margaret Mead e Alfred Kinsey.

A menção deshonrosa fica por conta de Betty Friedan.

Desses, somente Mill, Mead e Kinsey eu não li, fiquei muito interessada em ler.

A maneira em que o autor escreve é bastante sensacionalista, parece ser narrado por um jornalista desses programas de fim de tarde em alguns canais.

Em alguns momentos escrito em primeira pessoa o livro exalta, na opinião do autor, os problemas em relação ao livro analisado e os dias atuais.

Interessante a visão dele mas muito errônea na minha opinião.

Um livro de 1513, como o Príncipe de Maquiavel não pode ser transportado para o dia de hoje. De outra realidade, onde príncipes achavam que vale mais a pena ser temido que amado pois quem ama trai e quem teme não trai, nos dias de hoje caem por terra quando falamos de interesses políticos, amando ou temendo.

Em relação ao Minha Luta, do Hitler, o autor coloca “A julgar por seus efeitos falaciosos, trata-se de um dos livros mais malignos da história. Até o maior dos progressistas desejaria que esse livro jamais tivesse sido publicado e, caso publicado, que toda palavra impressa nele fosse queimada.”

Li Minha Luta, como os outros, na faculdade. Tenho eles até hoje. Minha luta li por curiosidade. Aquela curiosidade de “vou ler um livro proibido”. Sei que existem pessoas que usam livros de 200, 300 anos atrás como bíblias para seus devaneios políticos. Eu, não achei nada demais.

No capítulo em que ele fala de Betty Friedan o autor é extremamente machista e coloca o livro como uma abominação ao lar perfeito da década de 60.

O livro, apesar de não concordar com muito do que foi escrito, é muito interessante na maneira que faz você pensar, questionar.

Recomendo mas com ressalvas, se você é militante de esquerda, fã de Marx ou alguma ideologia radical, tente ler, mas não leve tão a sério, até porque é apenas a opinião de uma pessoa.

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